Atualização: O que explica a retomada da vacinação no Paraná após anos de queda
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Consulte formatos e valores disponíveisA recuperação da vacinação no Paraná foi construída a partir de ações contínuas nos municípios, nas escolas e nas unidades de saúde. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Estado ultrapassou 87 milhões de doses aplicadas e alcançou, em 2026, o melhor índice de cobertura vacinal da década. O resultado representa uma reversão da trajetória de queda iniciada em 2016.
O balanço foi divulgado pelo Governo do Paraná em publicação da Casa Civil do Paraná. A estratégia envolveu o Estado e as prefeituras dos 399 municípios paranaenses, com treinamento de equipes, monitoramento das coberturas e planejamento de ações conforme as características de cada região.
O período mais crítico ocorreu em 2021. Naquele ano, o Paraná alcançava a meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde em apenas um dos imunizantes avaliados: a vacina contra o HPV entre meninas, com cobertura de 93%. A situação começou a mudar a partir do fortalecimento das ações em 2023, com resultados mais expressivos observados nos anos seguintes.
Em 2024 e 2026, o Estado passou a atingir a meta em dez imunobiológicos. A vacina BCG, que registrava cobertura de 82% em 2021, chegou a 100% em 2026. No mesmo intervalo, a cobertura contra a poliomielite subiu de 80% para 95%, enquanto a pentavalente avançou de 81% para 94%.
Os dados foram detalhados pela Agência Estadual de Notícias. A publicação informa ainda que o Paraná ocupa o primeiro lugar da Região Sul em todas as vacinas do calendário infantil destinadas a crianças de até dois anos.
Parte importante da retomada ocorreu fora das campanhas tradicionais. As equipes municipais foram treinadas para identificar áreas com baixa cobertura, localizar pessoas com esquemas incompletos e definir estratégias específicas para cada território. A atuação também incluiu Dias D aos sábados, ações extramuros, postos em regiões de fronteira e iniciativas de multivacinação.
As escolas se tornaram outro ponto de apoio. Mais de 1,2 milhão de carteirinhas de estudantes foram avaliadas, segundo o Governo do Estado, e a análise resultou na aplicação direta de 509 mil doses. A medida aproximou a rede de vacinação de crianças e adolescentes e ajudou a localizar atrasos que poderiam permanecer fora do acompanhamento regular das unidades básicas.
Em 2025, 311 municípios paranaenses alcançaram a meta do Ministério da Saúde em pelo menos seis das oito vacinas recomendadas para crianças menores de um ano. O Estado também mantém 22 Regionais de Saúde e cerca de 1.900 salas de vacinação, estrutura utilizada para campanhas de rotina e mobilizações específicas.
O avanço aparece em diferentes faixas etárias. Na primeira infância, o Paraná registrou 100% de cobertura na primeira dose da tríplice viral e 87% na segunda dose, conforme o balanço estadual. Na comparação nacional, os índices foram de 94% e 79%, respectivamente. A cobertura da hepatite A infantil chegou a 89%, acima dos 83% registrados no país.
O Estado também ficou em segundo lugar nacional nas coberturas contra poliomielite, pentavalente, rotavírus, meningocócica, febre amarela e varicela. Na vacina pneumocócica, alcançou a terceira posição. Entre adolescentes, a imunização contra o HPV atingiu 91% de cobertura entre meninas e 87% entre meninos.
O desempenho entre os meninos ganhou destaque porque a vacinação desse público começou no Sistema Único de Saúde em 2017, quando a adesão era de 28%. O Paraná também assumiu, no fim de 2024, o compromisso de ampliar as ações de prevenção ao câncer do colo do útero, combinando vacinação contra o HPV, rastreamento e tratamento oportuno.
A elevação dos índices reduz o risco de reintrodução e circulação de doenças imunopreveníveis. De acordo com a Sesa, o Paraná completa seis anos consecutivos sem registrar casos de sarampo. O mapeamento do Ministério da Saúde também apontou redução de 45% no número de municípios paranaenses classificados como de alto risco e aumento de 172% naqueles considerados de risco médio.
A própria Secretaria da Saúde do Paraná orienta que a população procure uma unidade básica ou posto de vacinação com o cartão ou a caderneta. A página oficial informa que, mesmo quando uma dose perde o prazo recomendado, é possível retornar ao serviço para atualizar o esquema vacinal conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Para os moradores de Maringá e de outros municípios do Norte do Paraná, a orientação prática é conferir regularmente a situação da caderneta, especialmente de crianças, adolescentes, gestantes e pessoas que fazem parte de grupos prioritários. O resultado estadual mostra que a recuperação depende da combinação entre oferta de doses, busca ativa, trabalho das equipes locais e participação dos usuários do Sistema Único de Saúde.
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