URGENTE
Voltar para a página inicial

Atualização: O que é um ataque ClickFix e como se proteger

A técnica usa páginas falsas com alertas de problemas no navegador, falhas em chamadas de vídeo ou testes para comprovar que o usuário não é um robô.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 14:04
71.759 visualizações
Atualização: O que é um ataque ClickFix e como se proteger
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Prefira o CT no Google Criado por IA/ChatGPT O ClickFix é um ataque recente que tem crescido no ambiente virtual, que consiste em usar situações comuns do dia a dia, como problemas técnicos e verificações de segurança, para enganar as vítimas e fazê-las executar comandos no próprio dispositivo.

A técnica usa páginas falsas com alertas de problemas no navegador, falhas em chamadas de vídeo ou testes para comprovar que o usuário não é um robô. Em seguida, a vítima recebe instruções para copiar e executar um código sob a justificativa de corrigir o erro. Depois que o comando é executado, o dispositivo pode ser infectado por programas para roubar senhas, dados bancários e informações de acesso a contas.

O que é um ataque ClickFix e como ele funciona?

O que fazer se você executar um comando suspeito?

O golpe começa quando a vítima acessa uma página falsa ou comprometida, por meio de anúncios maliciosos, e-mails de phishing, resultados manipulados de busca ou sites legítimos invadidos. A página mostra um problema fictício, como uma falha no navegador, uma verificação CAPTCHA ou um defeito na câmera. Para pressionar o usuário a agir rapidamente, os criminosos podem incluir cronômetros e contagens regressivas.

Em seguida, ao clicar no botão indicado para corrigir o problema, a vítima copia uma instrução maliciosa para a área de transferência. A página orienta o usuário a colar e executar o comando. No Windows, por exemplo, as instruções podem incluir pressionar Win + R para abrir a janela Executar, Ctrl + V para colar o código e Enter para executá-lo. No macOS e no Linux, o golpe pode orientar a abrir o Terminal e inserir o comando.

Quando o usuário segue as instruções, o sistema executa o código com as permissões da conta conectada. Ferramentas nativas, como PowerShell e VBScript, podem ser usadas para baixar outros componentes maliciosos ou executar o malware diretamente na memória do dispositivo.

Falhas em reuniões virtuais: alertas falsos sobre problemas no microfone, na câmera ou na conexão de plataformas, como Google Meet, Zoom e Microsoft Teams;

Erros de navegador e documentos: mensagens que simulam falhas no carregamento de arquivos, problemas de configuração ou atualizações do Chrome e do Edge;

Ferramentas de inteligência artificial: já usaram GPTs personalizados, que são compartilhados na IA, para direcionar usuários a instruções de execução de comandos;

Vídeos e tutoriais falsos: publicações em redes sociais, inclusive no TikTok, prometem liberar recursos premium ou ativar programas e orientam a vítima a executar um código;

Falsas ofertas de emprego: criminosos simulam problemas na webcam durante processos seletivos para convencer candidatos a seguir instruções maliciosas.

Não execute comandos no computador: sites, CAPTCHAs e serviços legítimos de videoconferência não precisam que o usuário abra o PowerShell, o Prompt de Comando, o Terminal ou a janela Executar para corrigir erros comuns ou comprovar que é humano;

Desconfie de instruções com atalhos de teclado: pedidos para pressionar Win + R, Ctrl + V e Enter devem ser tratados como um sinal de alerta;

Confira alertas de falhas e atualizações: as mensagens sobre problemas com câmera, microfone, navegador ou ativação de programas não devem ser seguidas sem verificar sua autenticidade;

Use um gerenciador de senhas: o gerenciador ajuda a proteger as credenciais e reduz a dependência do armazenamento de senhas no navegador. Eles não impedem todos os ataques, mas podem limitar a exposição de dados;

Mantenha o sistema e os aplicativos atualizados: instale atualizações de segurança e mantenha a proteção antimalware ativa.

Tenha cuidado em qualquer sistema operacional: embora muitos casos usem atalhos do Windows, também há versões do golpe com instruções para o Terminal do macOS e do Linux;

Ative a autenticação multifator: a verificação em duas etapas acrescenta uma barreira contra acessos indevidos.

Faça uma verificação de segurança. Se houver suspeita de comprometimento grave, procure suporte técnico antes de voltar a utilizar o dispositivo;

Troque as senhas em outro aparelho, começando pelas mais importantes. Também encerre as sessões ativas e revise os métodos de recuperação de conta;

Avise a equipe de TI, se for um dispositivo corporativo. A comunicação rápida ajuda a equipe de segurança a investigar o incidente, bloquear o acesso do invasor e evitar que a ameaça se espalhe pela rede.

O principal cuidado é não seguir instruções de páginas que prometem resolver erros por meio da execução de códigos. No ClickFix, a “solução” é justamente o caminho usado pelos criminosos para comprometer o dispositivo.

Se você gostou do conteúdo, talvez também se interesse por conferir “ Como se proteger de golpes feitos com IA? ”.

#Geral#Belém#Polícia
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas