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Atualização: Novo Tratamento Amplia a Sobrevida no Câncer de Pulmão Agressivo

Estudo internacional aponta redução de 58% no risco de morte em pacientes com câncer de pulmão metastático O post Novo Tratamento Amplia a Sobrevida no Câncer d

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 12:20
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Atualização: Novo Tratamento Amplia a Sobrevida no Câncer de Pulmão Agressivo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Estar em Madri, acompanhando os avanços apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), é uma oportunidade de ver de perto como a pesquisa pode transformar a vida de quem enfrenta um câncer. Entre os resultados que mais chamaram a atenção nesta edição está o estudo DeLLphi-305, que contou com a participação de pesquisadores e pacientes brasileiros e investigou uma nova estratégia de tratamento para o câncer de pulmão de pequenas células metastático, uma doença agressiva e ainda muito desafiadora para a medicina.

O estudo avaliou a combinação de tarlatamabe com durvalumabe, em comparação com o uso isolado de durvalumabe, após o tratamento inicial com quimioterapia e imunoterapia. Os resultados foram apresentados no Simpósio Presidencial do congresso e trouxeram uma perspectiva promissora para esses pacientes.

A sobrevida global mediana foi de 21,1 meses entre os pacientes que receberam a combinação, contra 12,7 meses no grupo tratado apenas com durvalumabe. O estudo também mostrou uma redução de 58% no risco de morte. São resultados expressivos para pessoas que convivem com uma doença de evolução difícil e para as quais cada avanço pode fazer diferença.

A apresentação foi recebida com aplausos de pé por parte da audiência. A reação demonstra o impacto desses resultados na comunidade científica e a expectativa de que novas estratégias possam ampliar as possibilidades de tratamento.

O estudo também reforça a importância de continuar investigando abordagens inovadoras e de avaliar como elas podem beneficiar os pacientes. Embora seja necessário acompanhar os resultados por mais tempo, os dados representam um avanço relevante no tratamento dessa doença.

A participação brasileira também merece destaque. A colaboração entre pesquisadores de diferentes países e a inclusão de pacientes brasileiros em estudos internacionais ajudam a ampliar o conhecimento científico e podem contribuir para que novas opções de tratamento cheguem a quem precisa. É também um reconhecimento da importância de investir em pesquisa clínica no Brasil e de criar condições para que nossos pacientes e pesquisadores participem do desenvolvimento da oncologia mundial.

Cada estudo bem conduzido pode abrir novos caminhos, oferecer alternativas e mudar histórias. Precisamos continuar fortalecendo a pesquisa clínica e a colaboração internacional para que os avanços científicos se traduzam em mais tempo e qualidade de vida para os pacientes.

* Dr. Fernando Maluf é médico oncologista, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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