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Atualização: Museu Goeldi celebra 160 anos de ciência na Amazônia com solenidade no Theatro da Paz, em Belém

A celebração dos 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) reuniu pesquisadores, funcionários, autoridades e a sociedade civil para homenagear a trajetóri

Por G1 16 de outubro de 2026 às 22:07
Via G1
Atualização: Museu Goeldi celebra 160 anos de ciência na Amazônia com solenidade no Theatro da Paz, em Belém
Foto: Foto: G1
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O Theatro da Paz, em Belém, foi palco de uma noite que uniu ciência, cultura e preservação ambiental. A celebração dos 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) reuniu pesquisadores, funcionários, autoridades e a sociedade civil para homenagear a trajetória da instituição de pesquisa mais antiga da Amazônia e uma das mais longevas do país.

Durante a execução dos hinos nacional e do estado do Pará, projeções no telão do teatro resgataram a memória visual do museu, exibindo desde expedições científicas históricas até imagens aéreas do Parque Zoobotânico, da Estação Científica Ferreira Penna (na Floresta Nacional de Caxiuanã) e dos laboratórios do Campus de Pesquisa.

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O diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, abriu os discursos da noite destacando a resiliência da instituição e lembrando que, há uma década, o mesmo palco recebia a celebração de um marco anterior.

"Uma instituição na Amazônia para estudar o que se refere à sóciobiodiversidade da região", descreve Gabas Júnior.

O diretor também recordou as origens institucionais do museu e reforçou seu papel no desenvolvimento regional.

"O museu foi criado não como um museu de história natural, mas como uma associação filomática, e desde então nós temos conseguido produzir conhecimento, formar pessoas, auxiliar no desenvolvimento da Amazônia e introduzir o conhecimento da região em uma instituição. Isso é fundamental."

A forte ligação histórica entre a Suíça e o desenvolvimento científico do Museu Goeldi foi o tema central do pronunciamento do embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock.

O diplomata destacou que a relação entre o país europeu e o museu paraense atravessa séculos e ganha novos contornos com a proximidade da COP30 em Belém.

"Então, para a embaixada da Suíça, estar presente num aniversário tão importante, realmente uma honra e um prazer. Porque é também a celebração de uma parceria que não é de hoje, nem de ontem. Se o Museu Paraense tem esse nome, Emílio Goeldi, é por causa do naturalista Emílio Goeldi. E poucas pessoas sabem que ele era suíço", pontuou o embaixador.

Mock também revelou detalhes sobre a participação suíça no museu durante a conferência do clima e os planos para a restauração da histórica "Casa Goeldi", localizada no Parque Zoobotânico.

"Com todo o programa da Suíça vinculado à COP30, acho que foi muito simbólico que o Pavilhão da Suíça, que nós chamávamos de Embaixada Planetária. Nós escolhemos colocar esse pavilhão no Museu Goeldi e também temos, já olhando para o futuro, esse ambicioso projeto de renovação da casa Goeldi, que é uma parceria público-privada."

O embaixador manifestou o desejo de atrair também o empresariado nacional para a iniciativa e detalhou o que se espera do espaço após as obras.

"Uma casa que uma vez renovada, vai ser um centro de pesquisa, de inovação, mas também de cultura, procurando soluções inovadoras, no respeito dos saberes ancestrais do Pará e da Amazônia".

O diplomata encerrou anunciando novos acordos de cooperação internacional que já estão em andamento.

Representando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao qual o museu é vinculado, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos, Andrea Latge, reforçou a importância do trabalho continuado do MPEG para o país. "É muito importante todo esse trabalho que o museu tem feito, não só aqui pra Amazônia, mas para mostrar ao Brasil o que está sendo feito aqui. (...) A ciência é uma história. Não se faz ciência de um dia para o outro", afirmou.

O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luiz Antonio Rodrigues Elias, defendeu que a ciência nacional não sofra com descontinuidades e pediu que a comunidade acadêmica siga dialogando com a população para demonstrar que a ciência faz parte do cotidiano de todos.

A importância cultural do evento também foi destacada pelas autoridades locais. O escritor e diretor do Theatro da Paz, Edyr Augusto Proença, celebrou a data lembrando o recente título do teatro como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco.

Já o secretário de Estado de Cultura do Pará, Bruno Chagas, ressaltou o valor afetivo do Parque Zoobotânico para a identidade de Belém. "Faz parte do nosso patrimônio, nesse contexto da preservação e da valorização", declarou.

A segunda parte da noite foi dedicada à arte. Os 23 músicos da Amazônia Jazz Band, sob a regência do maestro Eduardo Lima, apresentaram um espetáculo de cerca de uma hora e meia com um repertório composto por músicas autorais de membros do próprio grupo.

O momento de maior emoção da noite contou com a participação especial da cantora Carol Ferreira, que subiu ao palco para interpretar duas canções em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, comovendo a plateia que lotava os camarotes e frisas do histórico teatro.

O concerto comemorativo foi promovido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e do Theatro da Paz, com o apoio da Embaixada da Suíça no Brasil. Fundado oficialmente em 6 de outubro de 1866, o Museu Goeldi segue com programações especiais ao longo de todo o mês de outubro.

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