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Atualização: Meta muda estrutura de ações para proteger Zuckerberg de imposto bilionário

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 10:15
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Atualização: Meta muda estrutura de ações para proteger Zuckerberg de imposto bilionário
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Meta muda estrutura de ações para proteger Zuckerberg de imposto bilionário Proposta de taxação de 5% sobre grandes fortunas será votada em novembro; empresa quer evitar que CEO perca controle acionário ao pagar tributo Mark Zuckerberg: fundador da Meta pode enfrentar cobrança bilionária caso eleitores da Califórnia aprovem novo imposto sobre grandes fortunas. (Getty Images)

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 07h07 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A Meta anunciou uma mudança em sua estrutura acionária para permitir que Mark Zuckerberg venda ações sem perder o controle da companhia caso a Califórnia aprove um imposto de 5% sobre o patrimônio de bilionários. A proposta será votada em 3 de novembro e poderá obrigar o executivo a pagar bilhões de dólares em tributos. A empresa também pretende evitar que Zuckerberg transfira sua residência para fora do estado.

A Meta anunciou uma mudança em sua estrutura acionária para proteger o controle de Mark Zuckerberg sobre a companhia diante da possibilidade de criação de um imposto de 5% sobre o patrimônio de bilionários na Califórnia, nos Estados Unidos. A proposta será submetida aos eleitores do estado em 3 de novembro.

O acordo prevê a emissão de uma nova classe de ações sem direito a voto, o que permitirá ao fundador da Meta vender parte de sua participação para pagar eventuais impostos sem reduzir seu poder de decisão na empresa.

A medida também busca evitar que Zuckerberg transfira sua residência para fora da Califórnia, possibilidade que o executivo passou a considerar diante do impacto financeiro da proposta tributária, segundo documentos apresentados pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).

O anúncio ocorreu junto à divulgação dos resultados do terceiro trimestre. A Meta superou as expectativas dos investidores, mas seus lucros foram afetados em quase US$ 10 bilhões por um acordo judicial com a maioria dos estados americanos.

A chamada Proposição 40 prevê a cobrança única de 5% sobre o patrimônio de bilionários residentes na Califórnia. Pela proposta, 90% dos recursos arrecadados seriam destinados aos serviços de saúde.

O imposto será decidido pelos eleitores em 3 de novembro, mesma data das eleições legislativas americanas, que renovarão a Câmara dos Representantes e parte do Senado.

A Califórnia tem quase 39 milhões de habitantes. Segundo o Escritório de Análise Legislativa do estado, órgão apartidário, algumas centenas de residentes possuem patrimônio líquido igual ou superior a US$ 1 bilhão.

A proposta já levou empresários a considerar mudanças de residência para evitar a cobrança. De acordo com o site Politico, os fundadores do Google, Sergey Brin e Larry Page, e o cofundador do PayPal e da Palantir, Peter Thiel, estão entre os bilionários que deixaram preventivamente o estado.

O patrimônio de Zuckerberg está concentrado em ações da Meta. Por isso, uma cobrança sobre sua fortuna poderia exigir a venda de parte desses papéis ou a contratação de empréstimos com ações como garantia.

Em documento enviado à SEC, a empresa afirmou que o executivo poderia ter de pagar vários bilhões de dólares em impostos caso a Proposição 40 seja aprovada.

Em 1º de outubro, Zuckerberg detinha 60,6% do poder de voto da Meta, segundo a companhia. A empresa alertou que esse percentual poderia cair para aproximadamente 53% ou menos se o executivo precisasse vender ações para arcar com o tributo.

O empresário possuía mais de 342 milhões de ações da Meta no fim de 2025, a maioria com direitos de voto privilegiados.

O risco para a companhia, portanto, não está apenas no custo tributário individual de Zuckerberg, mas também na possibilidade de alteração da estrutura de controle de uma das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Para preservar o poder de voto de Zuckerberg, um comitê especial da Meta elaborou uma reorganização acionária que prevê a criação de ações de classe C, sem direito a voto.

O plano inclui a distribuição desses novos papéis aos acionistas por meio de um dividendo em ações, acompanhada de um desdobramento na proporção de duas ações para uma.

Com a nova estrutura, Zuckerberg poderá vender ações sem necessariamente reduzir sua participação no poder de voto da empresa na mesma proporção.

A Meta informou ainda que o executivo recebe salário anual de apenas US$ 1 desde 2013 e não solicitou remuneração adicional. Segundo a companhia, a estrutura de remuneração também está relacionada à preservação de sua participação acionária e de seu controle sobre o grupo.

Além da questão acionária, a empresa manifestou preocupação com os efeitos de uma eventual mudança de residência do executivo.

Segundo o documento apresentado à SEC, Zuckerberg informou a um comitê especial que avaliava transferir sua residência principal para fora da Califórnia para evitar o impacto da nova tributação.

A Meta argumentou que a mudança, incluindo a possível venda de imóveis residenciais do empresário no estado, seria pública e poderia gerar dúvidas entre funcionários sobre o futuro da liderança da companhia.

O comitê também mencionou as dificuldades enfrentadas durante a pandemia de covid-19, quando Zuckerberg não podia estar fisicamente com a equipe executiva.

A reorganização acionária busca permitir que o fundador permaneça na Califórnia sem precisar abrir mão de parte relevante de seu poder de voto caso o imposto seja aprovado.

A Proposição 40 prevê uma cobrança única de 5% sobre o patrimônio de bilionários residentes na Califórnia. A proposta será votada em 3 de novembro.

Se o imposto for aprovado, Zuckerberg poderá ter de pagar bilhões de dólares em tributos. Como parte de seu patrimônio está concentrada em ações da Meta, a venda desses papéis é uma das alternativas para financiar o pagamento.

A Meta alerta que a venda de ações poderia reduzir o poder de voto de Zuckerberg, que era de 60,6% em 1º de outubro. A empresa anunciou uma reorganização acionária para preservar esse controle.

A companhia anunciou a criação de ações de classe C, sem direito a voto, acompanhada de um desdobramento acionário. A mudança permitirá que Zuckerberg venda papéis sem reduzir seu poder de voto na mesma proporção.

A proposta prevê que 90% da arrecadação seja destinada aos serviços de saúde da Califórnia.

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