Atualização: Luciano Hang vê a própria casa de R$ 485 mil passar a valer R$ 200 milhões em Balneário Camboriú
O valor é 400 vezes mais do que o empresário dono da Havan pagou pelo imóvel na Avenida Atlântica, na Barra Sul, de frente para a Praia Central.

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Consulte formatos e valores disponíveisImagens de satélite explicam por que a casa de Luciano Hang em Balneário Camboriú vale, atualmente, R$ 200 milhões. O valor é 400 vezes mais do que o empresário dono da Havan pagou pelo imóvel na Avenida Atlântica, na Barra Sul, de frente para a Praia Central.
Ele comprou a propriedade por R$ 485 mil no início dos anos 2000, antes do boom dos arranha-céus que transformaram a cidade na “Dubai brasileira”. As imagens de satélite mostram que, na época da aquisição, havia terrenos livres para novas construções, uma realidade bem diferente da atual.
A casa de Hang é uma das sobreviventes em meio aos prédios gigantes que tomaram conta da orla. O próprio empresário admite: não é a casa que vale tanto, é o terreno. Não à toa, Balneário Camboriú tem hoje o segundo metro quadrado mais caro do Brasil.
Um exemplo da escassez de terrenos para atender o mercado imobiliário de luxo que atrai cada vez mais investidores, a construtora Embraed demoliu um prédio de 16 andares na Barra Sul para dar lugar a um novo edifício que terá 270 metros de altura.
Imagem da área da casa de Luciano Hang em Balneário Camboriú em 2005 Imagem da área da casa de Luciano Hang em Balneário Camboriú em 2016 Imagem da área da casa de Luciano Hang em Balneário Camboriú em 2020 Imagem da área da casa de Luciano Hang em Balneário Camboriú em 2025 Discreta e milionária: como é a casa de Hang em Balneário Camboriú Hang é dono da última casa da cobiçada Avenida Atlântica Imóvel está avaliado em R$ 150 milhões Bilionário adquiriu o espaço no início dos anos 2000 Bilionário e dono de um império: Quem é Luciano Hang A evolução de Balneário Camboriú A trajetória de Balneário Camboriú é marcada por uma transformação radical em poucas décadas. Se no início do século 20 a região era apenas um reduto de pescadores e agricultores, com casas de madeira e ruas de chão batido, a partir da emancipação em 1964 a cidade entrou em um ciclo acelerado de urbanização.
A inauguração de hotéis de luxo, a chegada de investimentos em infraestrutura e, principalmente, a especulação imobiliária impulsionada pela beleza natural da orla transformaram a antiga vila pesqueira em um dos destinos mais valorizados do litoral brasileiro.
Nas últimas duas décadas, esse processo se intensificou com a verticalização desenfreada: arranha-céus de até 270 metros de altura passaram a dominar a paisagem, e o metro quadrado da cidade se tornou o segundo mais caro do país, atrás apenas de áreas nobres de São Paulo.
A casa de Luciano Hang é um retrato simbólico desse cenário. Comprada por R$ 485 mil no início dos anos 2000, quando ainda havia terrenos livres na Barra Sul, a propriedade hoje está cercada por edifícios gigantes e se tornou uma das últimas sobreviventes de uma época em que a orla era ocupada por casas baixas e terrenos amplos.
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