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Atualização: Justiça condena Gato Preto e Bia Miranda a pagarem indenização por acidente

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 19 de outubro de 2026 às 13:52
Via CNN Brasil
Atualização: Justiça condena Gato Preto e Bia Miranda a pagarem indenização por acidente
Foto: Foto: CNN Brasil
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A Justiça de São Paulo condenou Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto , e Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, a influenciadora Bia Miranda , a indenizar pai e filho envolvidos em um acidente de trânsito na zona Oeste da capital paulista, em agosto de 2025.

As condenações por danos materiais e morais somam mais de R$ 210 mil, sem considerar juros e correção monetária.

Segundo a sentença, Gato Preto deverá pagar R$ 160 mil por danos morais, sendo R$ 100 mil a Ivan Bartalot Pereira Maiorano e R$ 60 mil ao pai dele, Edilson Maiorano. O influenciador também foi condenado a pagar R$ 1.335,99 por danos materiais referentes a um celular danificado na colisão.

Já Bia Miranda deverá indenizar Edilson em R$ 30 mil e Ivan em R$ 20 mil, totalizando R$ 50 mil por danos morais. A decisão considera a divulgação de imagens do acidente nas redes sociais e as manifestações da influenciadora sobre as vítimas e o veículo destruído.

Justiça mantém prisão de Gato Preto em audiência de custódia Fábio Giga estava com influencer Bitelo no momento em que colidiu Porsche Influenciadora é presa por tentativa de latrocínio de francês em Fortaleza O acidente aconteceu em 20 de agosto de 2025, por volta das 6h30, no cruzamento da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Rua Elvira Ferraz, na zona Oeste da capital paulista. De acordo com a sentença, Edilson dirigia um Hyundai HB20 com o filho quando o veículo foi atingido pelo Porsche conduzido por Gato Preto, que avançou o sinal vermelho.

O documento judicial aponta que o laudo toxicológico realizado após o acidente detectou álcool etílico, MDA e THC na urina do influenciador. A sentença também registra que ele não contestou ter avançado o sinal vermelho nem ter colidido com o automóvel das vítimas.

Ivan sofreu fraturas na mandíbula, escoriações no rosto e limitações para abrir a boca. Ele precisou seguir uma dieta líquida e pastosa e permaneceu em acompanhamento médico por três meses. Conforme o laudo psicológico citado na decisão, o acidente também agravou um quadro de ansiedade preexistente.

Ao fixar as indenizações, o juiz considerou os danos sofridos pelo adolescente e o impacto da situação sobre o pai, que presenciou os ferimentos do filho. A sentença também menciona que Edilson foi ameaçado no local e que os envolvidos no Porsche não prestaram socorro às vítimas .

A condenação de Bia Miranda não está relacionada à responsabilidade pelo acidente. Segundo a decisão, a influenciadora era passageira do Porsche e responde pelas próprias condutas após a colisão.

O juiz considerou que ela gravou a cena enquanto Ivan era socorrido e divulgou as imagens para seus milhões de seguidores. A sentença também menciona que a influenciadora se referiu a Edilson como “senhorzinho” e ao carro destruído como “lixo”.

Na defesa, Bia alegou que apenas informava os seguidores sobre seu estado de saúde. O argumento foi rejeitado pelo magistrado, que entendeu que as publicações expuseram as vítimas e que as entrevistas concedidas posteriormente por Edilson não significavam consentimento com a divulgação.

A Justiça rejeitou o pedido para obrigar os réus a publicar retratações nas redes sociais. Segundo o magistrado, impor uma mensagem de conteúdo determinado pelo juízo equivaleria a compelir uma manifestação de pensamento.

O pedido de indenização por danos morais feito por Débora Bartalot Pereira , mulher de Edilson e mãe de Ivan, também foi rejeitado. A sentença considerou que ela não estava no local do acidente, não foi destinatária das manifestações e não sofreu dano próprio que justificasse a reparação.

Em relação ao Hyundai HB20, que teve perda total, o juiz entendeu que não cabia nova indenização, pois a seguradora já havia pago R$ 50.411,91 pelo veículo.

A sentença determina ainda que os valores eventualmente recebidos pelas vítimas no processo criminal relativo ao mesmo caso sejam descontados das indenizações, para evitar o pagamento duplicado pelos mesmos danos.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos influenciadores. O espaço segue aberto.

#Justiça
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