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Atualização: JPMorgan encontra 225 ações ligadas à IA que ainda estão fora do radar do mercado

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 08:00
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Atualização: JPMorgan encontra 225 ações ligadas à IA que ainda estão fora do radar do mercado
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Depois de quase dois anos de euforia com inteligência artificial, muitos investidores passaram a questionar se ainda há espaço para ganhos nas ações ligadas ao tema. Para o JPMorgan, a resposta continua sendo positiva, mas a maior parte das oportunidades pode não estar entre os nomes mais conhecidos do mercado.

Em um amplo estudo global, o banco identificou 2.636 empresas expostas à cadeia da inteligência artificial. Desse universo, 73% correspondem a companhias que não fazem parte de ETFs de IA nem das cestas temáticas tradicionalmente acompanhadas pelos investidores. Após filtros de exposição de receita e avaliação dos analistas setoriais, o JPMorgan reduziu a lista para 937 ações, sendo 672 de pequena e média capitalização (SMid Caps) e 265 large caps. Dentre elas, 225 são consideradas “novas oportunidades” ainda pouco exploradas pelo mercado.

A principal conclusão do relatório é que o próximo estágio do tema IA deve se espalhar muito além das gigantes de tecnologia que lideraram a alta dos últimos anos. “Contrariamente ao consenso, são as empresas de menor e média capitalização que oferecem as oportunidades mais atraentes neste momento”, afirmam os estrategistas.

JPMorgan vê ciclo de investimentos longe do fim Uma das principais preocupações dos investidores tem sido a sustentabilidade dos gastos bilionários com inteligência artificial.

Segundo o JPMorgan, os dados sugerem que esse receio pode estar exagerado, calculando que apenas 189 empresas respondem por cerca de 90% de todos os investimentos globais relacionados à IA realizados nos últimos três anos.

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Essas companhias também teriam capacidade financeira para sustentar um volume de investimentos muito superior ao projetado atualmente pelo mercado.

Pelas contas do banco, os 189 maiores investidores em IA poderiam financiar o equivalente a 508% dos gastos globais previstos para 2027 por meio da combinação de geração de caixa e capacidade de endividamento.

A conclusão é que o chamado “superciclo” de investimentos em inteligência artificial ainda possui bases financeiras sólidas e pode continuar impulsionando a demanda por semicondutores, infraestrutura, data centers, energia e software nos próximos anos.

Isso não significa, porém, que qualquer ação ligada ao tema representa uma oportunidade, também trazendo o alerta que boa parte do universo de inteligência artificial já negocia com múltiplos elevados. Segundo o banco, quando os valuations atuais são comparados ao crescimento esperado dos lucros, muitas empresas parecem tão caras quanto durante a bolha das empresas de tecnologia no início dos anos 2000.

Por isso, a recomendação é ampliar o olhar para além das gigantes de tecnologia. “Há muito mais empresas expostas à IA do que o mercado percebe”, destacam os estrategistas.

O estudo mostra que as empresas de pequena e média capitalização representam 81% de todas as companhias expostas à IA identificadas pelo banco e 77% do universo considerado líquido para investidores institucionais.

Além disso, o JPMorgan argumenta que muitas dessas empresas ocupam posições estratégicas dentro da cadeia produtiva da inteligência artificial, fornecendo componentes, infraestrutura, redes, energia, conectividade, equipamentos industriais e serviços especializados.

Entre os setores preferidos aparecem tecnologia, indústria, materiais básicos e infraestrutura, que têm se beneficiado diretamente da expansão dos investimentos em data centers e semicondutores.

Regionalmente, o banco vê a maior quantidade de oportunidades nos Estados Unidos e na Ásia. Os EUA representam cerca de 32% das empresas identificadas na carteira global de IA, enquanto China, Japão e o restante da Ásia concentram uma parcela relevante dos fornecedores da cadeia tecnológica.

Entre as principais apostas dos analistas estão empresas ligadas à infraestrutura de data centers, fabricantes de equipamentos para semicondutores, fornecedores de componentes para chips avançados, companhias de software corporativo e empresas envolvidas na expansão da rede elétrica necessária para suportar o crescimento da inteligência artificial.

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O banco também destaca que parte das oportunidades mais interessantes está em segmentos menos óbvios, como construção de infraestrutura energética, equipamentos industriais, serviços de TI e até mesmo imobiliárias especializadas em data centers.

Assim, apesar da desaceleração recente das ações de tecnologia, o JPMorgan mantém uma visão construtiva para a temática. Os estrategistas reconhecem que o rali da IA perdeu força desde maio, mas argumentam que o mercado passou a olhar excessivamente para um grupo restrito de vencedores e ignorou grande parte da cadeia produtiva que será beneficiada pela expansão dos investimentos.

Para o banco, o próximo capítulo da inteligência artificial será menos concentrado nas gigantes e mais distribuído por centenas de empresas que ainda não entraram no radar da maioria dos investidores.

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