Atualização: Ibovespa acompanha baixa no exterior e dólar vai a R$ 5,49; Nasdaq desaba 5,5%
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Consulte formatos e valores disponíveisIbovespa acompanha baixa no exterior e dólar vai a R$ 5,49; Nasdaq desaba 5,5% Temor de maior regulação sobre inteligência artificial provoca onda de vendas em ações de tecnologia nos EUA; no Brasil, incertezas fiscais também pressionam o câmbio Ibovespa: o principal índice da B3 recuou 0,82%, aos 166.191,45 pontos, após oscilar entre a mínima de 166.189,74 pontos e a máxima de 168.994,33 pontos (Carlo Allegri/Reuters)
Última atualização em 5 de novembro de 2026 às 18h41.
Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, 5, pressionado pela forte piora das bolsas de Nova York, especialmente no setor de tecnologia. O principal índice da B3 recuou 0,82%, aos 166.191,45 pontos, após oscilar entre a mínima de 166.189,74 pontos e a máxima de 168.994,33 pontos. O volume financeiro somou R$ 25 bilhões.
A pressão vem de preocupações com possíveis restrições regulatórias à inteligência artificial (IA) e à expansão da infraestrutura de centros de dados nos Estados Unidos, após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms.
O resultado eleitoral elevou os temores de mudanças nas regras para o setor, que vinha concentrando grande parte dos investimentos e dos ganhos recentes de Wall Street.
Para Marcelo Cabral, gestor de investimentos e sócio-fundador da Stratton Capital Nova York, a intensidade da queda das bolsas americanas elevou a aversão ao risco e acabou contaminando os mercados globais.
"Quando a bolsa americana tem uma queda de tamanha relevância, passa de um nível de queda simples para um nível de alerta de pânico, criando aversão ao risco e contaminando os mercados como um todo, inclusive o Brasil", afirma.
Conforme apuração dos redatores da Empire Cidadesstor, diante de tantas incertezas envolvendo resultados corporativos, guerra, juros e eleições, parte dos investidores prefere reduzir posições enquanto busca entender os próximos desdobramentos. "Na dúvida, muitos investidores mais imediatistas optam pela zeragem para entender o que está acontecendo", diz.
Na quarta-feira, 4, o Ibovespa havia subido 1,23%, aos 167.563,47 pontos, interrompendo uma sequência de seis sessões consecutivas de perdas. A recuperação acompanhou o maior apetite por risco nos mercados internacionais, após a vitória democrata nas eleições americanas.
No mercado de câmbio, o dólar à vista voltou a subir e encerrou o dia em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,489. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,427 e R$ 5,495. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, tinha leve alta de 0,10%, aos 101,63 pontos.
Além da piora do ambiente internacional, o câmbio refletiu as incertezas domésticas sobre a condução da política fiscal. Investidores acompanharam uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com integrantes da equipe econômica, ex-ministros e economistas próximos ao PT, em busca de sinais sobre os planos para as contas públicas no próximo governo.
Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a reunião como "boa" e "convergente em termos de diagnóstico". O titular da pasta ressaltou, porém, que ainda não era o momento de discutir medidas específicas. Durigan reiterou o compromisso do governo com as metas fiscais, mas afirmou que não haveria anúncios nesta quinta-feira nem antes da viagem de Lula ao exterior, na próxima semana.
Entre as maiores altas do Ibovespa, a C&A (CEAB3) liderou os ganhos, com valorização de 9,5%, a R$ 7,44, após a divulgação de seu balanço do terceiro trimestre na véspera. A Smart Fit (SMFT3) avançou 5,48%, a R$ 17,71, também repercutindo seus resultados, enquanto a Cosan (CSAN3) subiu 4,60%, a R$ 2,50.
Na ponta negativa, a Tenda (TEND3) registrou a maior queda do índice, com desvalorização de 17,72%, a R$ 16,25, após a divulgação de resultados trimestrais. Em seguida, apareceram a CSN Mineração (CMIN3), com recuo de 6,49%, a R$ 4,90, e a Embraer (EMBJ3), que caiu 4,96%, a R$ 101,75.
Entre as blue chips, as ações da Petrobras recuaram 3,03% (ON), a R$ 51,78, e 2,48% (PN), a R$ 45,95, ambas nas mínimas do dia, apesar da alta do petróleo. A Vale (VALE3), por sua vez, avançou 0,51%, a R$ 62,67.
Os bancos tiveram desempenho misto: Bradesco (BBDC4) caiu 2,06% e BTG Pactual (BPAC11) recuou 0,26%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) fechou estável. Itaú (ITUB4) subiu 0,65% e Santander (SANB11) avançou 0,50%.
Para Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, o desempenho das ações também refletiu a temporada de balanços. A C&A e a Smart Fit se destacaram positivamente, enquanto a Tenda sofreu com resultados abaixo das expectativas.
"A CEAB3 mostrou um balanço que agradou o mercado, especialmente pelos baixos múltiplos que vemos hoje no varejo. A margem e o baixo endividamento demonstram que a empresa tem saúde o suficiente para navegar mares agitados, por isso a alta superior a 8%. SmartFit (SMFT3) também divulgou balanço e manteve o crescimento impressionante que teve nos últimos trimestres, mostrando capacidade operacional praticamente invejável", afirmou Xavier.
Já construtora apresentou desempenho negativo em diferentes linhas do balanço. "Diante de tamanha exigência atual pelos níveis dos juros, é inevitável vermos uma saída de fluxo das ações da empresa", disse.
Os investidores também repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo cinco cortes consecutivos. A decisão, tomada por unanimidade, já era esperada pelo mercado, mas o comunicado reforçou as incertezas sobre a trajetória da inflação e a duração da política monetária restritiva.
O Banco Central revisou de 5,2% para 5,6% a estimativa para o IPCA de 2026 e de 3,9% para 4,7% a projeção para 2027. O comunicado não indicou quando o ciclo de redução dos juros poderá ser retomado.
Na avaliação de Xavier, embora a manutenção da taxa já estivesse nos preços, o mercado passou a digerir os sinais do comunicado, especialmente os riscos inflacionários. O executivo também destacou que os investidores aguardam avanços na agenda de ajuste fiscal do governo, diante do patamar ainda elevado dos juros.
O cenário externo acrescentou pressão. Além dos temores envolvendo a regulação da inteligência artificial nos Estados Unidos, a temporada de balanços e a expectativa pelos próximos indicadores econômicos americanos mantiveram os investidores cautelosos. O payroll, relatório de emprego dos Estados Unidos previsto para sexta-feira, 6, poderá influenciar as expectativas para os juros americanos e, consequentemente, o apetite por risco global.
Depois da forte desvalorização registrada na quarta-feira, os preços do petróleo voltaram a subir nesta quinta-feira, em um movimento de recuperação. Apesar das expectativas de que a vitória democrata no Congresso americano possa abrir espaço para uma solução diplomática para a guerra entre Estados Unidos e Irã, ainda não há avanços concretos que indiquem o fim do conflito.
A cautela também permanece diante das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Veículos divulgaram que os Estados Unidos analisam uma proposta apresentada pelo Irã. Nesse cenário, os investidores seguem atentos aos desdobramentos geopolíticos e aos possíveis impactos sobre a oferta global da commodity.
As bolsas americanas tiveram uma sessão de fortes perdas nesta quinta-feira, com o setor de tecnologia no centro de uma onda de vendas. Os temores de maior pressão regulatória sobre a inteligência artificial e de uma possível desaceleração dos investimentos em infraestrutura para essa tecnologia, após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, pesaram sobre o mercado.
O Nasdaq concentrou as maiores perdas e entrou em território de correção, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones devolveram os ganhos acumulados após o resultado eleitoral. A pressão também se espalhou para setores ligados à economia real, como finanças e consumo discricionário, que haviam figurado entre os destaques positivos na sessão anterior.
A suspeita sobre o evento ocorreu em 26 de outubro, data em que foram iniciadas ações de contenção, restrição de acessos e preservação de evidências
Relatório cita juros elevados, desaceleração da demanda por crédito e maior risco de inadimplência para justificar cortes nas recomendações de Itaú, Bradesco e BB
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