URGENTE
Voltar para a página inicial

Atualização: IA pode agir como gente. Por que ainda resistimos a dizer que ela tem consciência?

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 18 de outubro de 2026 às 01:56
Via Exame
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

IA pode agir como gente. Por que ainda resistimos a dizer que ela tem consciência? Estudo com 1.092 participantes compara julgamentos sobre humanos e máquinas e mostra como a escolha das palavras altera as respostas IA: pesquisa mostra que comportamento humano e artificial não geram a mesma percepção de consciência (Vertigo3d/Getty Images)

Tamires Vitorio Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 17 de outubro de 2026 às 21h44 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Um estudo publicado na Cognition encontrou diferenças na maneira como participantes atribuem consciência a humanos e sistemas artificiais com comportamentos equivalentes. A distância diminuiu quando a pergunta tratava da capacidade de perceber o ambiente. A pesquisa investigou julgamentos humanos, sem determinar se máquinas são conscientes.

Agir como uma pessoa pode não ser suficiente para ser visto como alguém que tem consciência. Em experimentos liderados pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha, participantes atribuíram menos consciência à inteligência artificial (IA) do que a humanos descritos com o mesmo comportamento.

Publicado na revista científica Cognition , o trabalho reuniu 1.092 participantes do Reino Unido em cinco experimentos . O resultado acrescenta uma distinção à discussão sobre consciência artificial. Reconhecer que um sistema responde ao mundo não significa, necessariamente, acreditar que exista uma experiência subjetiva por trás daquela resposta.

Os voluntários leram situações em que personagens apresentavam diferentes graus de reação ao ambiente. As descrições envolviam, por exemplo, respostas a sons ou aos estados emocionais de outras pessoas. Os pesquisadores compararam avaliações de protagonistas humanos e artificiais.

Quanto maior a capacidade de resposta descrita, maiores tendiam a ser as notas. Ainda assim, segundo a apresentação dos resultados feita pela universidade, até a IA mais responsiva foi considerada menos consciente do que o humano menos responsivo.

A distância diminuiu quando os pesquisadores perguntaram sobre awareness , termo usado no estudo para tratar da percepção do ambiente, em vez de consciousness , ou consciência. Nesse caso, as avaliações acompanharam mais de perto o comportamento descrito, embora humanos ainda recebessem notas superiores nos níveis mais altos de resposta.

Para os autores, isso sugere que os participantes empregam critérios diferentes para conceitos próximos. Ao julgar a consciência, importa a natureza de quem age. Ao avaliar a percepção do ambiente, pesa mais aquilo que o personagem faz.

A filósofa Ophelia Deroy , uma das autoras, chama a atenção para os limites do vocabulário disponível. “Podemos estar usando termos mentais para nos referir à IA, mas isso talvez aconteça apenas porque nos faltam palavras melhores”, afirmou em comunicado da universidade.

Os experimentos avaliaram interpretações de situações escritas. Não mediram experiências internas de máquinas, nem demonstraram como os mesmos participantes reagiriam depois de uma relação prolongada com um chatbot. A amostra britânica também não representa, por si só, a opinião mundial.

Essa investigação é diferente das pesquisas que procuram indicadores científicos de consciência nos próprios sistemas. Também é distinta dos testes em que modelos produzem relatos sobre si, respostas que, isoladamente, não comprovam sentimentos ou experiência subjetiva.

Para Bahador Bahrami, coautor do trabalho, a consequência está na maneira de apresentar a tecnologia ao público. “Isso torna importante nossa escolha de linguagem”, afirmou no comunicado.

Não. A pesquisa investigou avaliações feitas por pessoas, sem testar a existência de experiência subjetiva em máquinas.

Os experimentos descritos utilizaram situações escritas, com personagens humanos ou artificiais.

O trabalho reuniu 1.092 participantes do Reino Unido, distribuídos por cinco experimentos.

A diferença entre humanos e máquinas foi maior ao avaliar consciência e menor ao avaliar percepção do ambiente.

Estimativa considera instalação de 1 gigawatt; chips e servidores são a maior parcela, enquanto energia e refrigeração ampliam os custos

Estudo interno da Anthropic mostra mudanças nas contratações, na rotina e nas habilidades exigidas enquanto a empresa amplia sua equipe

Pesquisas de 2026 mostram avanços contra falhas antigas e novos problemas; em outubro, Anthropic relatou ações indevidas em sites reais

Empresa diz trabalhar com Anthropic, OpenAI e Google para responder à invasão; contas atingidas tinham provedores externos vinculados

Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas