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Atualização: Hugo Motta propõe reforma eleitoral que pode acabar com os ‘puxadores de votos’

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 23:05
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Atualização: Hugo Motta propõe reforma eleitoral que pode acabar com os ‘puxadores de votos’
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Hugo Motta propõe reforma eleitoral que pode acabar com os ‘puxadores de votos’ Por CRISTINA 28 de Outubro de 2026 às 19:51 Motta: "Chegou o momento de enfrentar esse tema [voto distrital]” | Reprodução O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende discutir e votar ainda em 2026 mudanças no sistema eleitoral brasileiro, incluindo a adoção do voto distrital misto para a escolha de deputados federais, estaduais e vereadores. A proposta prevê a implementação do modelo em 2034, com uma fase de transição nas eleições de 2030.

A discussão reacende o debate sobre o peso dos chamados “puxadores de votos”, candidatos que recebem votação expressiva e contribuem para o desempenho eleitoral de seus partidos. Entre os exemplos estão Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), que conquistaram votações expressivas nas eleições de 2022 e 2024, respectivamente.

Pelo sistema proporcional atualmente utilizado no Brasil, os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas são considerados no cálculo de distribuição das cadeiras. Com isso, a votação expressiva de um candidato pode contribuir para que outros nomes do mesmo partido ou federação também conquistem vagas, desde que sejam atendidos os critérios eleitorais.

O modelo distrital misto combina duas formas de escolha dos representantes: uma parte das vagas é preenchida por candidatos eleitos em distritos eleitorais, enquanto outra é distribuída com base no voto partidário. A mudança alteraria a dinâmica das eleições proporcionais, mas seus efeitos sobre os chamados puxadores de votos dependeriam das regras definidas na proposta.

A intenção de discutir a reforma foi apresentada por Motta após reunião com lideranças de partidos que integram um bloco formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos. Segundo o presidente da Câmara, as conversas com essas legendas foram concluídas, e a próxima etapa será ampliar o diálogo com os demais partidos representados na Casa, incluindo PT, PV, PCdoB, PL e Novo.

Motta também pretende se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar das mudanças e buscar condições para que a proposta seja analisada pelas duas Casas ainda neste ano.

“Estou feliz em reabrir esse debate e encontrar uma janela ainda neste ano para fazer essa mudança. Estou aqui para atender a um apelo dos líderes, e chegou o momento de enfrentar esse tema”, declarou o presidente da Câmara.

A proposta em discussão se restringe às eleições proporcionais para os Legislativos e não prevê alterações no sistema majoritário usado na escolha de presidente da República, governadores, prefeitos e senadores. A adoção do novo modelo dependerá da elaboração da proposta e de sua aprovação pelo Congresso Nacional.

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