Atualização: EUA diz apoiar eleições no Brasil e defende sanções contra Moraes, PCC e CV
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Consulte formatos e valores disponíveisKevin Dietsch/Getty Images O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que a administração de Donald Trump apoia o direito dos brasileiros de escolher seus representantes em eleições livres e justas. A declaração consta em carta enviada a uma congressista norte-americana e assinada nessa quinta-feira (15/10).
No mesmo documento, Washington defendeu as sanções aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), e a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A carta, a qual o Metrópoles teve acesso, foi assinada por Katherine Bowles, secretária-assistente do Bureau de Assuntos Legislativos do Departamento de Estado, e endereçada à deputada Delia C. Ramirez.
A correspondência responde a uma carta enviada em setembro por parlamentares norte-americanos ao secretário de Estado, Marco Rubio, sobre a política dos Estados Unidos em relação ao Brasil antes das eleições presidenciais.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Na resposta, o governo norte-americano declarou que continuará mantendo diálogo com a população brasileira, o setor privado e o governo eleito, com o objetivo de promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade entre os dois países.
“Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo”, diz o texto do documento.
O Departamento de Estado acrescentou que mantém contatos regulares com governos e representantes da sociedade civil no Hemisfério Ocidental sobre governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral. Segundo a carta, essas discussões ocorrem tanto em canais multilaterais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), quanto por meio da diplomacia bilateral.
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Na carta, o Departamento de Estado afirmou que as medidas adotadas contra Moraes, em julho de 2025, foram fundamentadas em evidências documentadas de “graves violações dos direitos humanos”.
O governo norte-americano citou a Lei Global Magnitsky de Responsabilização por Violações dos Direitos Humanos, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para impor sanções a pessoas acusadas de envolvimento em graves violações de direitos humanos ou corrupção.
Segundo o documento, Moraes teria abusado de sua posição ao autorizar prisões preventivas consideradas injustificadas pelo governo norte-americano e ao comprometer a liberdade de expressão.
Moraes foi retirado da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em dezembro de 2025.
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