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Atualização: Em 42h, Flávio Bolsonaro foi de 'nunca pensei em sair do país' a chegada a Miami, veja cronologia

Leia mais (10/28/2026 - 14h05)

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 17:05
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Atualização: Em 42h, Flávio Bolsonaro foi de 'nunca pensei em sair do país' a chegada a Miami, veja cronologia
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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28.out.2026 às 14h05 Diminuir fonte Aumentar fonte Marina Costa São Paulo O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado pelo presidente Lula ( PT ) na eleição presidencial chegou na manhã desta quarta-feira (28) a Miami, nos Estados Unidos, após uma série de informações desencontradas sobre seu paradeiro.

O desembarque ocorreu pouco menos de 42 horas depois de o parlamentar afirmar, na segunda, que nunca tinha pensado em deixar o país e que entregaria seu passaporte.

As suspeitas sobre a fuga começaram na madrugada desta terça-feira (27), quando reportagem do site argentino Infobae afirmou que Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina para então partir de Porto Iguaçu para os EUA.

Ao longo do dia, aliados inicialmente negaram a saída e, mais tarde, passaram a dizer que o filho de Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado e preso por tramar um golpe de Estado em 2022, pediria asilo ao governo de Donald Trump, presidente americano que afirmou, sem apresentar provas, que o pleito brasileiro foi fraudado.

Confira a cronologia do que se sabe até o momento, segundo reportagens da Folha.

25.out.26 17h30: Flávio acompanha apuração com aliados Por volta das 17h30 de domingo (25), Flávio chegou à casa de Vicente Santini, um dos coordenadores de sua campanha, no Lago Sul, em Brasília, onde estava preparada uma festa com churrasco, e acompanhou a apuração ao lado da esposa, Fernanda, e de aliados.

Entre eles estavam o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes ( MDB ), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas ( Republicanos ), o deputado federal Nikolas Ferreira ( PL -MG) e o influenciador Pablo Marçal ( PRTB ).

A música que tocava no local foi interrompida e uma oração foi iniciada às 20h50, quando o Datafolha projetou a vitória de Lula. Apoiadores deixaram o local à medida que as projeções da reeleição do presidente foram publicadas, e Flávio deixou o salão e assistiu ao fim da apuração de uma sala menor.

Após a confirmação de que Lula venceu, o senador discursou durante dois minutos, por volta das 22h40, dizendo ser "impossível reconhecer o resultado das eleições ", criticando a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação até as 19h e afirmando que pediria anulação do pleito.

A decisão de Zanin atendeu a um pedido feito pela campanha de Lula diante da falta de transporte público registrada em cidades de diferentes regiões do país. O pedido para que o período fosse ampliado em duas horas também foi feito, no entanto, pela equipe de Flávio ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Como a Folha mostrou, apenas 34.330 votos, ou 0,03% do total, foram registrados após as 17h, segundo o TSE, de modo que a medida teve impacto ínfimo no número total de votos e não mudaria o resultado.

Flávio Bolsonaro visitou o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, em Brasília. Foi na saída do condomínio do ex-presidente que o senador foi intimado pela PF a entregar seus passaportes, segundo Flávio afirmaria posteriormente.

A Folha mostrou que o senador participou, na hora do almoço, de uma reunião com a cúpula de sua campanha, quando foi aconselhado a desistir de questionar o resultado das urnas e entrar apenas com uma ação eleitoral de abuso de poder por parte da campanha de Lula.

Participaram os advogados da campanha, Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet, além de Vicente Santini, amigo e também advogado do senador, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Rogério Marinho e Guilherme Derrite ( PP -SP), deputado e senador eleito. O anfitrião era o advogado Otto Medeiros, amigo do senador.

"Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração", disse o parlamentar em vídeo no Instagram no qual falou sobre a intimação, afirmando que a ordem foi baseada em declaração dada pelo irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em 23 de outubro de que Flávio deveria deixar o Brasil se não fosse eleito.

Às 17h20, o advogado Frederick Wassef, que representa Flávio, esteve no condomínio. Ele saiu por volta das 18h. Em resposta conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, o advogado informou apenas que teve uma reunião com seu cliente em sua casa para tratar de temas jurídicos.

Por volta das 20h, comboio de quatro carros do senador deixou o condomínio. Em um deles, a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, estava sentada no banco do passageiro, atrás do motorista, acompanhada de uma pessoa que poderia ser uma de suas filhas. Fernanda tampou o rosto com as duas mãos para não ser identificada.

O site argentino Infobae afirmou, na madrugada de terça-feira (27), que Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina para partir de Porto Iguaçu para os EUA.

A PF não encontrou registros de que Flávio tivesse cruzado a fronteira.

Um dos coordenadores da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) negou a fuga. "Não saiu", disse ao site Metrópoles.

O prazo para que o senador entregasse seus passaportes à PF venceu às 11h, e Flávio descumpriu a ordem. Cinco minutos depois, o órgão de migração da Argentina e um funcionário do governo de Javier Milei, que não se manifestou sobre a vitória de Lula, negaram que Flávio estivesse no país.

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À tarde, uma autoridade da Casa Branca disse conforme apuração dos redatores da Empire Cidades que o governo de Donald Trump estava ciente da ida de Flávio aos EUA e concederia vistos ao senador e sua família.

Na madrugada desta quarta (19), a Direção Nacional de Migrações da Argentina afirmou que Flávio e sua família entraram no país às 22h50 de terça (27) pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Flávio usou um passaporte italiano e não passou pelo posto de controle brasileiro.

As autoridades argentinas informaram que pouco depois, às 23h30, a comitiva teria embarcado em um voo privado da companhia Baires Fly S.A. com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, de acordo com o plano. O piloto Mauro Mattosinho, que monitorou a movimentação de aeronaves na Argentina desde a madrugada, afirmou conforme apuração dos redatores da Empire Cidades que o senador não apareceu no horário previsto, e a aeronave permaneceu na pista. Decolou às 0h22, mostra o site FlightAware.

"Ouvi dizer que ele estava na Argentina, mas não sei onde está agora", disse Trump, acrescentando que aprovaria a entrada dele no país.

O senador pousou com a família em Miami às 10h23 após escala em Guayaquil, no Equador.

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