Atualização: Durigan sinaliza manter subvenção aos combustíveis em 2027 caso Lula seja reeleito
Em entrevista ao portal Uol, Durigan declarou que a medida seria viável se condicionada à maior arrecadação federal com a exploração do petróleo.
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Consulte formatos e valores disponíveisEm entrevista ao portal Uol, Durigan declarou que a medida seria viável se condicionada à maior arrecadação federal com a exploração do petróleo.
Durigan disse acreditar que, se o barril tipo Brent continuar em patamar elevado, a proposta do presidente Lula é evitar que a inflação "estoure" e prejudique os preços dos alimentos.
"Nós temos condições de nos reapresentar para o Congresso com esse compromisso sempre de base: nós vamos manter os nossos compromissos fiscais", declarou. "Como o Brasil tem condição de arrecadar mais, eu consigo fazer essa suavização de preços", acrescentou.
Para o ministro, o país e o mundo têm um "desafio" do encarecimento da cotação do barril do petróleo, diante do cenário incerto no Oriente Médio. Ele defendeu a política de subvenção, adotada no primeiro semestre, para conter os impactos da alta do preço no mercado internacional. "Não é um modelo eleitoral. [...] Se não tivéssemos feito nada, hoje o diesel estaria a mais de R$ 12 [o litro], e a gasolina a mais de R$ 10, certamente", disse o ministro.
A subvenção ao diesel havia sido estabelecida inicialmente por Medida Provisória (MP) editada em maio, em R$ 1,12 por litro. Em setembro, diante do agravamento do cenário externo, outra MP autorizou o Ministério da Fazenda a definir por ato próprio o valor do subsídio.
Durigan declarou que não sabe por quanto tempo a distorção de preços será mantida no mundo, cenário que depende do desfecho dos conflitos no Oriente Médio. Ele defendeu que, com o aumento da arrecadação federal decorrente do petróleo, o governo decidiu mobilizar os recursos adicionais para suavizar os preços nas bombas.
O ministro criticou a política de paridade de preço internacional adotada na Petrobras durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
"No ano que vem depende da eleição. Se o projeto do Bolsonaro considerar o preço de paridade internacional e não ter uma inteligência do ponto de vista de política federal, o preço vai explodir", disse.
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