Atualização: Duas pessoas são presas por tráfico de ovos de aves em operação da PF
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Consulte formatos e valores disponíveisDuas pessoas foram presas por tráfico internacional de ovos de aves silvestres durante uma operação da PF (Polícia Federal), nomeada como Operação Ninho Vazio, com a colaboração da Polícia Nacional da Espanha, na Ilha de Gran Canária, na Espanha, nesta segunda-feira (19).
A prisão foi realizada com base em mandados de prisão preventiva solicitados pela Justiça brasileira. Segundo a PF, os investigados viajaram juntos da Suíça para as Ilhas Canárias, local com muitos criadouros e parques para papagaios e outras aves.
Além disso, a operação Ninho Vazio concluiu um mandado de prisão preventiva contra uma mulher que foi apontada como responsável pelo transporte dos ovos. Essa mulher foi incluída na Difusão Vermelha da Interpol para a localização e captura.
Grupo de 12 pessoas usava armadilhas de madrugada para furtar 2.700 gatos e abastecer rede ilegal que vendia carne para consumo humano PR: Polícia mira grupo que furtou mais de 2 mil cabeças de gado desde 2019 Polícia resgata 141 animais em gatil clandestino na zona Leste de SP Três mandados de busca e apreensão foram realizados pelo FOCBS (Departamento Federal de Alfândega e Segurança de Fronteiras), na Suíça e, no Brasil, em Curitiba, a PF cumpriu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão.
A partir da apreensão de 24 ovos de aves silvestres no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, a Operação Ninho Vazio foi iniciada em outubro de 2025. A leva de ovos estava sendo transportada pela mulher investigada, que se preparava para embarcar com os ovos que colocou junto ao seu corpo, por baixo de sua roupa.
Entre os povos que resistiram, a PF identificou ovos de papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e o papagaio-charão (Amazona pretrei), os dois estão classificados como ameaçados de extinção.
A PF informou que as investigações revelaram a realização de viagens recorrentes dos integrantes do grupo entre o Brasil e a Suíça. A polícia apurou que essas viagens ocorrem a, aproximadamente, 20 anos, com permanências de curta duração no Brasil.
Ao analisar as comunicações com os vínculos entre os investigados e a apreensão dos ovos, os agentes identificaram um padrão de atividade de transporte clandestino de ovos para o exterior.
A corporação afirma que conseguiu identificar uma divisão de tarefas entre os investigados através da organização das viagens, o transporte e a recepção que tinham no exterior. Segundo a polícia, o transporte inadequado provocou a mortalidade de alguns embriões.
A Polícia Federal comunica que os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de animais silvestres, maus-tratos, contrabando e organização criminosa. A investigação ainda está sendo realizada para a identificação de outros fornecedores, intermediários e destinatários dos animais.
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