Atualização: Dólar tem maior alta semanal desde crise de 2008 e avança 9% no pós-eleição
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Consulte formatos e valores disponíveisDólar tem maior alta semanal desde crise de 2008 e avança 9% no pós-eleição A moeda americana terminou o pregão cotada a R$ 5,444, avanço de 1,05% nesta sexta-feira, 30 Dólar: no acumulado de outubro, o dólar registrou alta de 5,20%
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O dólar à vista fechou nesta sexta-feira, 30, a R$ 5,444, com alta de 1,05%, e acumulou valorização de 9,04% na semana pós-eleição. Segundo dados compilados pela empresa Economatica, foi a maior alta do dólar na primeira semana após um segundo turno presidencial desde 1994. O movimento refletiu incertezas sobre a política econômica e as contas públicas.
O dólar à vista fechou em alta nesta sexta-feira, 30, e encerrou a semana pós-eleição com valorização de 9,04% frente ao real. A moeda americana terminou o pregão cotada a R$ 5,444, avanço de 1,05% no dia, depois de oscilar entre a mínima de R$ 5,387 e a máxima de R$ 5,462.
A alta semanal colocou a divisa no maior avanço desde a semana terminada em 24 de outubro de 2008, a "Sexta-Feira Sangrenta", ou Bloody Friday, quando o pânico da crise financeira de 2008 se tornou global.
O movimento reflete a reprecificação dos ativos brasileiros após o resultado da eleição presidencial. Desde a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo, 25, investidores passaram a reduzir a exposição ao mercado doméstico em meio às incertezas sobre a condução da política econômica e a trajetória das contas públicas.
Na segunda-feira, 26, a reação dos mercados foi marcada por forte aversão ao risco. O Ibovespa acionou o mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde 2020, enquanto o dólar chegou a superar R$ 5,60 durante o pregão. A moeda americana chegou a recuar nas duas sessões seguidas, mas voltou a a avançar nesta quinta, 30, e hoje.
A intensidade do movimento também aparece na comparação histórica. Dados compilados pela Economatica a pedido da EXAME mostram que a primeira semana após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou a maior alta do dólar desde 1994.
O resultado contrasta com o comportamento observado nas eleições anteriores. Em 2002, após a primeira vitória de Lula, o dólar caiu 5% na primeira semana depois do segundo turno. Em 2022, quando o petista também venceu a disputa presidencial, a queda foi de 4,8%. Em 1994, com a eleição de Fernando Henrique Cardoso, o recuo foi de 1,6%, enquanto em 2014, após a reeleição de Dilma Rousseff, a moeda perdeu 1,5%.
Nas demais eleições analisadas, as oscilações foram mais moderadas: estabilidade em 2006, alta de 0,3% em 1998, queda de 0,3% em 2010 e valorização de 0,8% em 2018.
Para Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa, a alta do dólar ocorre apesar da resiliência do fluxo de investimento estrangeiro direto para o Brasil. Em setembro, o país recebeu entrada líquida de US$ 11,3 bilhões, segundo dado divulgado nesta semana.
Na avaliação do gestor, a volatilidade característica dos períodos pré e pós-eleitorais favoreceu a saída de recursos de ativos domésticos, pressionando o real.
"Esse ambiente favoreceu a saída de recursos de ativos domésticos, impulsionando a valorização do dólar frente ao real", afirmou Pastorello
O cenário também foi marcado por dúvidas fiscais no Brasil e pela queda das bolsas em Nova York. Nesta sexta-feira, o Ibovespa voltou a operar em baixa, pressionado principalmente por bancos e ações ligadas à economia doméstica, enquanto o dólar avançava pela segunda sessão consecutiva.
O dólar à vista fechou cotado a R$ 5,444 nesta sexta-feira, 30, com alta de 1,05%. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,387 e R$ 5,462.
O dólar acumulou valorização de 9,04% frente ao real na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Foi o maior avanço semanal da moeda desde a semana encerrada em 24 de outubro de 2008.
A alta refletiu a redução da exposição de investidores ao mercado brasileiro após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio a incertezas sobre a política econômica e as contas públicas. Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa, também atribuiu o movimento à volatilidade eleitoral e à saída de recursos de ativos domésticos.
Segundo dados compilados pela Economatica a pedido da EXAME, a primeira semana após o segundo turno de 2026 teve a maior alta do dólar no período pós-eleitoral desde 1994. Em eleições anteriores, a maior valorização citada havia sido de 0,8%, em 2018.
Na segunda-feira, 26, o Ibovespa acionou o circuit breaker pela primeira vez desde 2020, enquanto o dólar superou R$ 5,60 durante o pregão. A reação ocorreu em um ambiente de forte aversão ao risco.
O dólar acumulou alta de 5,20% em outubro. Apesar da valorização recente, a moeda ainda registrava queda de 0,81% no ano.
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