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Atualização: Deputado federal eleito, Guilherme Kilter vira alvo do MPT após defender demissão de eleitores de Lula

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 02:44
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Atualização: Deputado federal eleito, Guilherme Kilter vira alvo do MPT após defender demissão de eleitores de Lula
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Destaques Guilherme Kilter (Novo), vereador de Curitiba e eleito deputado federal com 269.832 votos, terá de responder à recomendação do Ministério Público do Trabalho após publicação que estimulou empresários a dispensar funcionários por suas escolhas políticas.

O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) recomendou, nesta terça-feira (27), que o vereador de Curitiba e deputado federal eleito Guilherme Kilter (Novo) publique uma retratação após incentivar empresários a demitir trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Kilter conquistou 269.832 votos nas eleições de 2026 e foi o segundo deputado federal mais votado do Paraná. Agora, antes mesmo de assumir o mandato em Brasília, enfrenta questionamentos sobre declarações que o MPT classificou como assédio eleitoral.

Em vídeo publicado no Instagram, Kilter incentivou empresários a priorizar a demissão de trabalhadores identificados com o PT.

“Se você precisa fazer um corte de gastos ou uma reestruturação da sua empresa, comece pelos petistas”, afirmou.

Na sequência, o parlamentar declarou que esses trabalhadores receberiam assistência do governo federal. Também pediu que seus seguidores compartilhassem a publicação para incentivar outras demissões.

A manifestação motivou uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho.

Na recomendação expedida em 27 de outubro, o MPT orientou Kilter a publicar uma retratação no mesmo perfil e formato utilizado na manifestação original.

O novo conteúdo deverá esclarecer que trabalhadores têm liberdade para escolher candidatos e partidos, sem sofrer ameaças, perseguições ou demissões por suas preferências políticas.

Além disso, o órgão estabeleceu que a publicação permaneça disponível durante cinco dias. O parlamentar deverá comprovar o cumprimento da recomendação em até 48 horas após recebê-la.

O MPT também recomendou a retirada dos conteúdos que motivaram a denúncia e a interrupção de manifestações que incentivem discriminação política nas relações de trabalho.

Caso Kilter não cumpra as orientações, o órgão poderá adotar outras medidas administrativas e judiciais.

Procurado pela Tribuna do Paraná nesta terça-feira (27), Guilherme Kilter afirmou que ainda não havia recebido a notificação do Ministério Público do Trabalho.

O deputado estadual Requião Filho (PDT), que também apresentou representações contra o parlamentar, recebeu críticas de Kilter. Em manifestação divulgada pela imprensa, o vereador afirmou que não daria atenção a provocações do adversário político.

Até o momento das informações consultadas, não havia confirmação de que Kilter tivesse publicado a retratação recomendada pelo MPT.

O episódio ocorre após as eleições presidenciais de 2026, em meio à circulação de manifestações que defendem boicotes e demissões por motivos políticos.

A vereadora de Londrina e deputada estadual eleita Jessica Ramos Moreno (PL), conhecida como Jessicão, também foi alvo de denúncias após defender a demissão de trabalhadores petistas.

A Constituição Federal protege a liberdade de manifestação política e proíbe discriminações que violem direitos fundamentais.

Isso significa que empresários, empregados e parlamentares podem defender candidatos e partidos. Entretanto, a preferência eleitoral não autoriza empregadores a perseguir ou dispensar trabalhadores por suas convicções políticas.

O caso de Guilherme Kilter demonstra que a discussão ultrapassou as redes sociais e chegou às instituições responsáveis pela proteção dos direitos trabalhistas.

O parlamentar foi eleito para representar os paranaenses na Câmara dos Deputados, inclusive aqueles que não votaram nele. A recomendação do MPT coloca em discussão justamente o respeito a essa diversidade política e aos direitos dos trabalhadores.

#Curitiba#Maringá#Política
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