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Atualização: Dengue pode atingir pessoas vacinadas? Entenda por que isso acontece

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 15:20
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Atualização: Dengue pode atingir pessoas vacinadas? Entenda por que isso acontece
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Dengue pode atingir pessoas vacinadas? Entenda por que isso acontece Cientistas identificaram anticorpos que podem ajudar a medir o nível de imunidade e facilitar a avaliação de novas vacinas Dengue: descoberta pode contribuir para a avaliação de novas vacinas contra a doença transmitida pelo mosquito Aedes (Freepik)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Dengue Saiba mais Uma nova pesquisa identificou pistas sobre por que a dengue pode provocar respostas mais intensas em pessoas que já tiveram a doença. O estudo, publicado na revista científica Science Translational Medicine, investigou como as infecções anteriores influenciam a resposta do sistema imunológico a diferentes tipos do vírus.

Para isso, os cientistas acompanharam 45 voluntários expostos a uma versão enfraquecida do vírus da dengue. Os resultados indicam que determinados anticorpos podem favorecer a multiplicação viral, enquanto outros estão associados a uma resposta mais protetora.

As descobertas podem contribuir para o desenvolvimento e a avaliação de novas vacinas contra a dengue.

O vírus da dengue possui quatro sorotipos, identificados como DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

Uma pessoa que já teve a doença pode ser infectada novamente por outro sorotipo. Em determinadas situações, essa segunda exposição está associada a maior risco de complicações.

Uma das hipóteses envolve os anticorpos produzidos durante a primeira infecção. Quando o organismo encontra um sorotipo diferente, parte dessas moléculas pode reconhecer o vírus sem conseguir neutralizá-lo adequadamente.

Em algumas circunstâncias, esse processo pode favorecer a multiplicação viral, fenômeno conhecido como amplificação dependente de anticorpos.

Os pesquisadores investigam como esse mecanismo influencia a gravidade da doença e a formação de imunidade duradoura.

A equipe, que inclui pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, reuniu 45 adultos saudáveis.

Os participantes foram divididos conforme o histórico de exposição à dengue: pessoas nunca infectadas, indivíduos com uma infecção anterior e aqueles que já haviam contraído diferentes sorotipos. Todos receberam uma versão atenuada do DENV-3, utilizada em condições controladas de pesquisa.

Os cientistas coletaram amostras de sangue e linfonodos para comparar as respostas imunológicas dos grupos. A análise permitiu observar como a imunidade preexistente influenciava a quantidade de vírus no organismo e a ativação das defesas.

Os resultados mostraram que a resposta imunológica anterior nem sempre favoreceu o controle de uma nova infecção. Participantes cujos anticorpos apresentavam maior capacidade de aumentar a replicação viral em testes laboratoriais desenvolveram cargas virais mais elevadas.

Esse grupo também apresentou alterações na ativação das respostas inflamatória e adaptativa. Apesar de uma reação inicial intensa, os pesquisadores observaram redução posterior de determinados anticorpos e células de defesa.

Por outro lado, pessoas com níveis mais elevados de anticorpos contra a proteína NS1, presente no vírus da dengue, apresentaram respostas mais equilibradas.

Nesses participantes, houve melhor controle da multiplicação viral e desenvolvimento de componentes da imunidade associados à proteção duradoura.

Os achados indicam que não apenas a quantidade, mas também as características dos anticorpos podem influenciar a resposta à doença.

Um dos desafios das vacinas contra a dengue é estimular proteção contra os quatro sorotipos sem favorecer respostas imunológicas prejudiciais.

Os resultados sugerem que determinados anticorpos, sobretudo os direcionados à proteína NS1, podem funcionar como biomarcadores de proteção. Esses indicadores poderiam ajudar os pesquisadores a avaliar a qualidade da imunidade produzida por novas vacinas.

Atualmente, a ausência de marcadores suficientemente precisos dificulta a previsão da proteção e exige estudos clínicos extensos. Segundo Leah Katzelnick, uma das autoras da pesquisa, compreender essas respostas pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de imunização mais eficazes.

Entretanto, o estudo envolveu apenas 45 voluntários e utilizou um vírus atenuado. Dessa forma, os resultados não demonstram que pessoas vacinadas necessariamente terão infecções mais graves.

A investigação oferece novas informações sobre os mecanismos imunológicos da dengue, mas ainda são necessárias pesquisas para determinar sua aplicação no desenvolvimento de vacinas.

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