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Atualização: De Belo Horizonte a Paris, turismo cemiterial...

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 16:01
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Atualização: De Belo Horizonte a Paris, turismo cemiterial...
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Cemitérios históricos de cidades como Belo Horizonte, Paris, Buenos Aires e Praga integram roteiros turísticos dedicados à arte, à arquitetura e à memória. Conhecida como turismo cemiterial, a atividade permite conhecer monumentos funerários, trajetórias de personalidades e diferentes formas de representação da morte ao longo do tempo.

A proximidade do Halloween, em 31 de outubro, e do Dia de Finados, em 2 de novembro, traz atenção a esses espaços. O interesse dos visitantes, porém, também está ligado ao patrimônio cultural e às histórias que ajudam a compreender cada destino.

A jornalista e criadora de conteúdo de viagens Tatiana Rocha, responsável pelo perfil @a_nomade no Instagram, costuma incluir cemitérios históricos em seus roteiros.

“Visitar cemitérios históricos é uma maneira de conhecer a cultura e a história de um destino. São espaços que reúnem obras de arte, diferentes estilos arquitetônicos e histórias de personagens que marcaram suas épocas. Não vejo nada de mórbido nesse tipo de passeio. Pelo contrário, considero uma experiência cultural muito rica”, afirma.

Inaugurado em 1897, o Cemitério do Bonfim reúne mausoléus, esculturas, monumentos e sepulturas de personagens ligados à história da capital mineira.

O projeto Visitas Guiadas ao Cemitério do Bonfim, idealizado pela historiadora e professora Marcelina das Graças de Almeida, promove caminhadas temáticas sobre o patrimônio funerário. A proposta é apresentar o espaço como lugar de memória, arte e conhecimento.

Durante uma visita, Tatiana conheceu monumentos construídos por meio de homenagens coletivas, com recursos públicos. Segundo a jornalista, a ausência de mulheres entre as pessoas contempladas por essas homenagens também revela valores e costumes da sociedade de cada época.

“O nosso trabalho é mostrar que o Cemitério do Bonfim não é apenas um espaço de sepultamento. Ele guarda histórias de pessoas que ajudaram a construir a cidade, além de um patrimônio artístico e arquitetônico muito importante. Durante as visitas, procuramos apresentar essas histórias e estimular um olhar diferente sobre o cemitério, valorizando a memória das pessoas que estão ali e a relação desse espaço com a história de Belo Horizonte.”

A declaração é de Marcelina Almeida. As visitas acontecem mensalmente, às 9h, conforme calendário divulgado pelo projeto. A próxima edição está prevista para 29 de novembro , com o tema “Arte e artistas no espaço cemiterial”. Informações estão disponíveis no perfil Visitas Bonfim no Instagram.

Em Paris, o Cemitério do Père-Lachaise, inaugurado em 1804, abriga sepulturas de Jim Morrison, vocalista do The Doors, do escritor Oscar Wilde e de Allan Kardec. O conjunto também reúne esculturas e monumentos funerários.

Entre os túmulos que despertam curiosidade está o do jornalista francês Victor Noir, morto em 1870 por Pierre Bonaparte, primo de Napoleão III. A escultura de bronze sobre sua sepultura está associada a uma crença popular segundo a qual tocar determinadas partes da estátua traria sorte no amor e favoreceria a fertilidade.

Na Argentina, o Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires, reúne mausoléus monumentais e diferentes estilos arquitetônicos. Uma das sepulturas mais visitadas é a de Eva Perón. Algumas construções se assemelham a pequenas capelas e mansões, com portas de vidro que permitem observar o interior.

O antigo Cemitério Judaico de Praga, na República Tcheca, preserva milhares de lápides próximas umas das outras, muitas delas inclinadas. A configuração está relacionada às restrições históricas de espaço enfrentadas pela comunidade judaica, que levaram à realização de sepultamentos em diferentes camadas.

A visitação a espaços de sepultamento inclui ainda igrejas, criptas, panteões e monumentos históricos.

Na França, o Complexo dos Inválidos abriga o túmulo de Napoleão Bonaparte. Em Florença, na Itália, a Basílica de Santa Croce reúne sepulturas de Michelangelo e Galileu Galilei. Já o Panteão de Roma abriga o túmulo do pintor Rafael Sanzio.

Além das personalidades sepultadas, esses espaços atraem visitantes pelas características arquitetônicas, pelas obras de arte e pelas representações simbólicas que preservam.

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