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Atualização: Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro diz desconhecer paradeiro do senador

Aliados afirmam que ele foi para os Estados Unidos em busca de asilo.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 22:30
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Atualização: Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro diz desconhecer paradeiro do senador
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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27.out.2026 às 19h30 Atualizado: 27.out.2026 às 20h52 Edição Impressa Diminuir fonte Aumentar fonte Augusto Tenório Brasília Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho ( PL -RN) afirmou nesta terça-feira (27) desconhecer o paradeiro do candidato derrotado à Presidência da República. Aliados afirmam que ele foi para os Estados Unidos em busca de asilo.

Marinho é líder da oposição e se reuniu na tarde desta terça com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. "Nós todos não temos ainda informações sobre o paradeiro [de Flávio], apenas algumas notícias que já saíram na imprensa", disse o congressista a jornalistas.

O senador do Rio Grande do Norte ainda relatou tentar contato com o ex-candidato pela manhã, recebendo como resposta uma única mensagem de texto. "Ele dizia que iria dar um tempo hoje e que depois conversaria conosco. Foi a única comunicação que eu tive com ele, acho que em torno de 8h", explicou.

Após a derrota histórica para o presidente Lula (PT) no domingo (25), Flávio afirmou que pediria a anulação das eleições. O pleito foi marcado por problemas de transporte de eleitores e decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin para prorrogar o horário de votação.

Na segunda-feira (26), Flávio gravou um vídeo, indicando desistência do questionamento. O senador reclamou da ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes para que entregue passaportes, mas afirmou que ficaria no Brasil e lideraria a oposição.

O governo Donald Trump está ciente da ida de Flávio aos EUA e concederá vistos ao senador do PL e à família dele, autorizando a permanência no país. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.

Flávio é alvo de dois processos criminais no Supremo. Um deles é sobre o advogado Willer Tomaz, acusado de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets. O parlamentar também é alvo de uma investigação sobre o caso Dark Horse, que envolve pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de link Cadeado representando um link Copiar link Ícone fechar Carregando... "Por volta das 16h, conversamos com ele sobre a necessidade de agradecer os votos que ele teve e que assumisse esse papel de liderança da oposição. [...] Então, claro que ficamos surpresos e nós não temos ainda, vou reiterar, e sem notícia do paradeiro", disse.

Apesar de frisar desconhecer o paradeiro de Flávio, Marinho afirmou que compreende a decisão do senador, se ela de fato ocorreu. "Então nós evidentemente não fomos informados, mas até compreendo caso o senador Flávio tenha saído do Brasil com a família", afirmou o líder da oposição no Senado.

Para o congressista, a atuação de Moraes indica perseguição, com a ordem de apreensão do passaporte de Flávio logo após sua derrota nas urnas. "Numa democracia é muito estranho que um candidato à Presidência da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de medida cautelar", comentou.

Além disso, Marinho demonstrou preocupação sobre num inquérito sobre possível interferência financeira estrangeira na eleição nacional. Se comprovada, a prática pode levar à cassação de um partido político. A ação está com o ministro Flávio Dino, do STF.

"Nós temos o fato de que hoje foi aberto um inquérito por parte do senhor Dino, alegando que houve interferência estrangeira nas eleições. E todos nós sabemos também que um dos motivos que permite que haja a cassação do registro de um partido político. Se a democracia vai sobreviver, vai depender da vigilância das instituições", finalizou.

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