Atualização: Conhecido como “rato com asas”, pombo pode transmitir doença que causa meningite e coloca a saúde em risco
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Consulte formatos e valores disponíveisO pombo, apelidado popularmente de “rato com asas”, pode representar mais do que um incômodo nas ruas e praças. O contato com ambientes contaminados por suas fezes pode favorecer a transmissão da criptococose, uma infecção causada por fungos do gênero Cryptococcus, capaz de atingir diferentes partes do organismo e, em casos graves, provocar meningite.
Mas o que é a criptococose? A doença acontece quando a pessoa inala esporos ou leveduras do fungo, encontrados principalmente nas fezes dos pombos, mas também em árvores, frutas, solos e cereais. Depois de entrar no organismo, o microrganismo pode se alojar nos pulmões e provocar sintomas respiratórios.
Saúde do planeta: como o ambiente e os animais afetam nosso organismo? Entenda como a genética dos cães pode ter revelado mistérios do desastre de Chernobyl IST: por que mesmo com tanta informação ainda há aumento de infecções? Quem corre maior risco de desenvolver a infecção? A criptococose é considerada uma infecção oportunista, pois atinge com maior frequência pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Entre os grupos mais vulneráveis estão pacientes com AIDS, câncer, diabetes, doença hepática crônica, transplantados e pessoas que utilizam altas doses de corticoides por períodos prolongados.
Os sinais da doença variam conforme a região do corpo afetada. Entre os sintomas mais comuns estão dor no peito, tosse, dificuldade para respirar, febre baixa, confusão mental, suor noturno e fraqueza. Também podem surgir alterações visuais e manifestações na pele, como manchas, bolhas ou feridas.
Em algumas situações, o fungo consegue chegar à corrente sanguínea e atingir outros órgãos, inclusive o sistema nervoso central. Quando isso acontece, pode provocar meningite, acompanhada de dor de cabeça, rigidez na nuca, náuseas, vômitos e aumento da sensibilidade à luz.
A identificação da doença é realizada pelo infectologista, que avalia os sintomas, o estado geral de saúde do paciente e solicita exames microbiológicos para detectar a presença do fungo. A radiografia do tórax também pode ajudar, pois permite observar alterações pulmonares, como nódulos ou uma massa única, características da infecção.
O tratamento depende da gravidade do quadro e deve começar o mais rápido possível para evitar complicações. O médico pode indicar medicamentos antifúngicos, como anfotericina B ou fluconazol, geralmente utilizados por um período de seis a dez semanas.
Nos casos de infecção sistêmica, quando o fungo é identificado no sangue, pode ser necessário o internamento hospitalar para controlar os sintomas e prevenir complicações. Quando atinge o sistema nervoso central, a doença pode evoluir para quadros graves, incluindo coma e risco de morte.
Como os pombos são uma das principais fontes de contaminação, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infecção. Entre elas estão evitar o contato com essas aves, não alimentá-las e utilizar máscaras e luvas caso seja necessário trabalhar em locais com presença de pombos. A limpeza de áreas contaminadas também exige cuidado: a orientação é utilizar água e cloro para lavar as fezes. Essas medidas ajudam a diminuir a exposição ao fungo e a prevenir a doença.
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