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Atualização: Como Elizabeth Holmes enganou empresários e embolsou quase US$ 1 bilhão com fraude na saúde

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 19:18
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Atualização: Como Elizabeth Holmes enganou empresários e embolsou quase US$ 1 bilhão com fraude na saúde
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google Em janeiro de 2022, a americana Elizabeth Holmes , hoje com 42 anos, foi considerada culpada por três acusações de fraude e uma por conspiração para cometer fraude eletrônica que lhe renderam uma pena de 10 anos e 3 meses de prisão, que está sendo cumprida na Penitenciária Federal de Bryan, no Texas. A história é narrada no documentário Tudo Pode Ser Visto , que encerra a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo na próxima quinta-feira, 29 — e chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de novembro.

Dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, a produção acompanha Holmes nos 34 dias anteriores ao início do cumprimento de sua pena. O projeto foi produzido pelo empresário Billy Evans, parceiro da empresária condenada. Durante as gravações, o casal abriu as portas da casa onde viviam com os dois filhos na tentativa de convencer os diretores de que ela havia sido supostamente injustiçada.

Fundadora da empresa de biotecnologia Theranos , Holmes ficou famosa ao prometer revolucionar a medicina com uma máquina que seria capaz de diagnosticar mais de 200 doenças, incluindo o câncer, com uma única gota de sangue colhida do dedo. Para desenvolver o projeto, ela arrecadou 945 milhões de dólares de investidores e pacientes, e chegou a ter a empresa avaliada em 9 bilhões.

Em 2015, porém, uma investigação do jornal Wall Street revelou que a Theranos fazia no máximo uma dúzia de testes, e com pouquíssima precisão. Isso porque, o aparelho milagroso da Theranos mas conseguia processar os exames, fazendo com que a empresa testasse o sangue secretamente em máquinas de laboratório tradicionais de outras marcas. Como o volume de sangue era minúsculo, a amostra precisava ser diluída, levando a resultados imprecisos e falsos diagnósticos.

Para manter a farsa, a empresa mantinha sigilo rígido de seus procedimentos, e funcionários que tentavam alertar sobre as falhas eram ameaçados com processos judiciais. Com isso, Holmes passou de jovem promessa do Vale do Silício a protagonista de um dos maiores escândalos da história dos Estados Unidos.

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