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Atualização: Com menos de um salário mínimo, jovem de SC cria fábrica de bebida milenar e entra na lista da Forbes das mais poderosas do agro

Natural de Chapecó, a jovem e outros colegas da faculdade criaram uma empresa de produção de bebida artesanal em uma garagem, em 2020, com um investimento menor

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 20:04
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Atualização: Com menos de um salário mínimo, jovem de SC cria fábrica de bebida milenar e entra na lista da Forbes das mais poderosas do agro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Giulia Fabrin Scussel, de 29 anos, é uma das catarinenses presente na Lista Forbes das 100 Mulheres Poderosas do Agronegócio, divulgada pela revista Forbes. Natural de Chapecó , a jovem e outros colegas da faculdade criaram uma empresa de produção de bebida artesanal em uma garagem, em 2020, com um investimento menor do que um salário mínimo.

Mestre em ciências pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Giulia e colegas da faculdade iniciaram uma produção artesanal em uma garagem, com apenas R$ 600 em caixa, valor menor do que um salário mínimo na época, que era de R$ 1.045,00 . O grupo começou a produção do hidromel, popularmente conhecido como “néctar dos deuses” ou “vinho de mel”.

A bebida é uma das mais antigas do mundo, apesar da origem incerta. Segundo apuração dos redatores da Empire Cidades, os primeiros registros ultrapassam 10 mil anos e são encontrados em civilizações nórdicas, asiáticas e entre povos originários brasileiros.

A iniciativa do grupo resultou na fundação da Néctar Hidromel, a primeira hidromelaria de Florianópolis . A bebida produzida pelos jovens é vendida em bares e lojas de Santa Catarina. A receita leva mel catarinense combinado a frutas e especiarias , e contam com opções que misturam chá-mate, limão, butiá ou tangerina com gengibre. A graduação alcoólica da bebida varia de 4% a 14% vol.

A empresa coleciona diversos prêmios : em 2025, ganhou seis medalhas no Brasil Cup, o maior concurso de bebidas da América Latina. Além disso, o estabelecimento já foi reconhecido no Prêmio Inovação Catarinense da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Giulia Fabrin Scussel, de 29 anos, é uma das três catarinenses presentes na Lista Forbes das 100 Mulheres Poderosas do Agronegócio, divulgada pela revista Forbes no dia 15 de outubro . Natural de Chapecó , no oeste catarinense, Giulia também é a primeira mulher a presidir a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), que atualmente reúne 53 associações.

Atualmente, Giulia também ministra palestras sobre o agronegócio e a produção artesanal de Hidromel.

A Forbes Brasil lançou a lista das “100 Mulheres Poderosas do Agro” no Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado em 15 de outubro. A lista contém nomes que estão transformando diferentes segmentos do setor.

Além de Giulia , a lista contém outras mulheres catarinenses. Entre elas, Ana Paula Zapelini , doutora em Ciência dos Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

A cientista é reconhecida pela criação do primeiro protocolo oficial do Brasil para monitorar contaminantes de petróleo em peixes e frutos do mar. Ana Paula trouxe uma proposta inovadora, barata e de fácil reprodução: adaptar uma máquina de café expresso para análise de derivados de petróleo em peixes e frutos do mar.

Além da Forbes, Ana Paula também está na lista Innovators Under 35 Brasil , da MIT Technology Review, e recebeu condecorações como o Prêmio Capes de Tese em Ciência de Alimentos, o “Oscar da pesquisa” , o prêmio de Pesquisadora Destaque 2024 na Brazil Conference, em Harvard, e o Grande Prêmio Ennio Candotti, de Ciências da Vida.

Tânia Zanella, de 50 anos e natural de Ipumirim , no Oeste catarinense, também está na lista. Além de ser reconhecida pela sua importância na área, Tânia também é presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) , segundo a Forbes, entidade de sistema que fatura R$ 848 bilhões.

Tânia chegou no Sistema OCB , organização máxima de representação e defesa do cooperativismo no país, em 2008 como analista. Dezessete anos depois, a advogada assumiu o comando . Em 2025, quando a OCB separou a gestão executiva do conselho, a mulher foi eleita a primeira presidente executiva da entidade, segundo a Forbes.

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