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Atualização: China detalha plano para levar astronautas à Lua até 2030

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 5 de novembro de 2026 às 00:20
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Atualização: China detalha plano para levar astronautas à Lua até 2030
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A China apresentou novos detalhes de seu plano para realizar uma missão tripulada à Lua antes de 2030. A estratégia prevê o lançamento de dois foguetes, o encontro de duas espaçonaves na órbita lunar e uma equipe de três astronautas. Desse grupo, dois descerão à superfície do satélite natural para realizar atividades científicas.

O planejamento foi detalhado por Wang Xiang, vice-projetista-chefe do programa espacial tripulado chinês e responsável pelo projeto de exploração lunar, durante o 7º Simpósio de Voos Espaciais Tripulados, realizado em Pequim (China) entre 31 de outubro e 1º de novembro de 2026.

A arquitetura prevê o uso de dois foguetes Longa Marcha 10: um transportará a espaçonave tripulada Mengzhou, enquanto o outro levará o módulo de pouso lunar Lanyue. Depois de alcançarem a órbita da Lua, os dois veículos deverão se encontrar e acoplar. Os astronautas então passarão da Mengzhou para a Lanyue, que fará a descida até o solo lunar.

A escolha por dois lançamentos separados está relacionada às capacidades dos foguetes chineses. Em vez de transportar todos os componentes da missão em um único veículo, o país pretende enviar a nave tripulada e o módulo de pouso separadamente.

A estratégia é conhecida como encontro em órbita lunar. Depois que os dois equipamentos chegarem ao entorno da Lua, será necessário realizar uma manobra de aproximação e acoplamento. Com a operação concluída, dois dos três integrantes da tripulação entrarão no módulo Lanyue para iniciar a descida.

O terceiro astronauta permanecerá na Mengzhou, que funcionará como veículo de transporte e retorno conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.

A arquitetura lembra a utilizada pelo programa Apollo, da NASA, nas décadas de 1960 e 1970. Naquela época, o módulo lunar também se separava da nave principal para levar astronautas até a superfície e depois retornava à órbita para o reencontro com a espaçonave.

O nome Lanyue pode ser traduzido como algo próximo de “abraçar a Lua”. O projeto do módulo foi apresentado em 2023 e recebeu oficialmente essa denominação no ano seguinte.

A missão tripulada não será realizada sem uma série de verificações anteriores. Wang Xiang explicou que o programa seguirá uma estratégia gradual: primeiro, validar os equipamentos em missões próximas da Terra e, depois, avançar para operações no ambiente lunar.

As datas representam o planejamento divulgado, não garantias de execução. A sequência foi apresentada em detalhes por autoridades chinesas.

Parte da preparação já avançou. A China realizou testes de escape da espaçonave Mengzhou em situações de emergência, uma demonstração de pouso e decolagem do módulo Lanyue e um teste de baixa altitude do foguete Longa Marcha 10.

A estratégia também prevê utilizar a estação espacial Tiangong, que fica na órbita baixa da Terra, para validar tecnologias e procedimentos antes de enviá-los à Lua.

O cronograma coloca a China em disputa tecnológica e estratégica com os Estados Unidos, que também trabalham para levar astronautas novamente à superfície lunar.

O objetivo chinês é alcançar o satélite antes de 2030. A NASA, por sua vez, trabalha com arquitetura própria, baseada na espaçonave Orion e em módulos de pouso desenvolvidos por empresas privadas.

A competição vai além de repetir as missões Apollo. Os dois países também têm planos de estabelecer presença humana mais duradoura na região lunar.

No caso chinês, o projeto de longo prazo inclui a construção da Estação Internacional de Pesquisa Lunar, iniciativa que prevê a participação de parceiros internacionais. O início da construção está planejado para 2031, com a utilização futura do foguete superpesado Longa Marcha 9.

Por enquanto, a prioridade é demonstrar que todos os componentes da missão tripulada funcionam em conjunto. O encontro entre as espaçonaves, a descida do módulo lunar e o retorno dos astronautas à órbita estão entre as etapas mais complexas do projeto.

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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