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Atualização: Casos de AVC entre adultos jovens aumentam 83% em quase 30 anos, aponta estudo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 18 de outubro de 2026 às 21:02
Via Exame
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Casos de AVC entre adultos jovens aumentam 83% em quase 30 anos, aponta estudo Hipertensão e diabetes se tornaram mais comuns entre pacientes jovens, enquanto AVCs isquêmicos impulsionaram o aumento dos casos AVC: estudo identificou aumento de casos entre adultos de 20 a 54 anos (Freepik)

Publicado em 18 de outubro de 2026 às 17h08 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre AVC – Acidente Vascular Cerebral Saiba mais A incidência de acidente vascular cerebral (AVC) entre adultos de 20 a 54 anos aumentou aproximadamente 83% em quase três décadas em uma região dos Estados Unidos. O crescimento ocorreu principalmente nos casos de AVC isquêmico , provocado pela obstrução de vasos sanguíneos que irrigam o cérebro .

A conclusão é de um estudo publicado na revista científica Neurology , da Academia Americana de Neurologia, que analisou registros médicos da região metropolitana de Cincinnati e do norte do Kentucky entre 1993 e 2020.

Os pesquisadores também identificaram maior frequência de fatores de risco, como hipertensão, diabetes e uso de substâncias , entre os pacientes.

A pesquisa identificou 2.076 pessoas de 20 a 54 anos que sofreram o primeiro AVC durante os períodos analisados. Em 1993 e 1994, a incidência era de 33,9 casos por 100 mil pessoas-ano. Em 2020, a taxa chegou a 62,2 casos por 100 mil pessoas-ano, crescimento de aproximadamente 83%.

A medida pessoas-ano considera o número de indivíduos acompanhados e o tempo de observação, permitindo comparar a frequência da doença em diferentes períodos.

O aumento foi impulsionado principalmente pelo AVC isquêmico , que ocorre quando um vaso sanguíneo é bloqueado, impedindo a chegada de oxigênio e nutrientes a uma região do cérebro.

Os pesquisadores observaram que algumas condições associadas ao risco de AVC se tornaram mais frequentes entre os pacientes jovens . Entre elas estão pressão alta, diabetes, fibrilação atrial e histórico de uso de substâncias .

A fibrilação atrial é uma alteração do ritmo cardíaco que pode favorecer a formação de coágulos. Quando esses coágulos chegam ao cérebro e bloqueiam um vaso sanguíneo, podem provocar um AVC isquêmico.

Uma das mudanças mais expressivas ocorreu no histórico de uso de substâncias. Em 1993 e 1994, 4,6% dos pacientes jovens com AVC apresentavam esse histórico. Em 2020, a proporção chegou a 40,2%, com grande parte do aumento relacionada ao registro de uso de maconha .

Os autores ressaltam, porém, que esses dados não demonstram que o uso de maconha tenha causado o crescimento dos casos de AVC. Como a pesquisa não incluiu informações comparáveis de pessoas que não sofreram AVC, não foi possível determinar quanto cada fator contribuiu para a tendência observada.

Apesar do aumento da incidência, o estudo identificou uma redução na mortalidade entre adultos jovens que sofreram AVC. Após ajustes para idade, raça e sexo, a proporção de pacientes que morreram nos primeiros 30 dias caiu de 11,7% em 1993 e 1994 para 9,4% em 2020.

A melhora foi mais expressiva entre pessoas que sofreram hemorragia intracerebral e hemorragia subaracnoide , duas formas de AVC hemorrágico. Entretanto, sobreviver ao episódio não significa necessariamente recuperar todas as funções afetadas.

Dependendo da gravidade e da região cerebral atingida, o AVC pode provocar dificuldades de movimento, fala, memória e outras sequelas duradouras. Segundo Emily R. Fisher, pesquisadora da Universidade de Cincinnati e autora do estudo, o crescimento dos casos entre adultos mais jovens pode fazer com que mais pessoas convivam por décadas com as consequências da doença.

Os autores destacam a importância de identificar e controlar fatores de risco cardiovascular desde o início da vida adulta. Também ressaltam que são necessárias novas pesquisas para esclarecer as razões do aumento dos casos e identificar estratégias de prevenção .

Uma das limitações do estudo é a ausência de um grupo de comparação formado por pessoas que não sofreram AVC. Por isso, embora hipertensão, diabetes, fibrilação atrial e uso de substâncias tenham se tornado mais frequentes entre os pacientes, não é possível determinar quanto cada fator contribuiu para o crescimento observado.

Além disso, a análise foi realizada apenas na região metropolitana de Cincinnati e no norte do Kentucky. Dessa forma, os resultados não permitem afirmar que o aumento registrado ocorreu da mesma maneira em outras regiões dos Estados Unidos ou em outros países.

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