URGENTE
Voltar para a página inicial

Atualização: Caminhar pode ajudar a reduzir gastos com saúde, aponta estudo japonês

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 5 de novembro de 2026 às 10:12
67.206 visualizações
Atualização: Caminhar pode ajudar a reduzir gastos com saúde, aponta estudo japonês
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Priorize VEJA no Google Quantos passos você dá por dia? A resposta pode mexer no seu bolso. Segundo uma pesquisa realizada em Osaka, no Japão, quanto mais as pessoas caminham, menos gastos elas têm com saúde nos seis meses seguintes.

Os pesquisadores chegaram à essa associação cruzando dados dos registros administrativos de planos de saúde e da plataforma”A-Smile”, aplicativo oficial de saúde móvel da Prefeitura de Osaka, que registra automaticamente a contagem de passos dos cidadãos inscritos. Os resultados foram publicados recentemente na revista científica SSM – Population Health.

Segundo os autores do trabalho, outros estudos já tinham demonstrado que a atividade física está associada a menores gastos com saúde, mas a maioria deles se apoiava em questionários respondidos pelos próprios participantes e em modelos lineares.

Na pesquisa, eles analisaram dados de 20.950 usuários de longa data do aplicativo, com 40 anos ou mais. O app é fornecido pela própria prefeitura de Osaka e registra automaticamente comportamentos relacionados à saúde, incluindo a contagem de passos, que é calculada por meio de sensores de smartphones.

Para avaliar os resultados econômicos, os autores utilizaram um conjunto de dados vinculados que integra a contagem de passos derivada do aplicativo com dados administrativos de sinistros.

Segundo o estudo, como os dados de sinistros estavam disponíveis exclusivamente para beneficiários do Seguro Nacional de Saúde e do Sistema de Assistência Médica para Idosos, a amostra final consistiu em indivíduos inscritos nesses planos de seguro específicos.

Além disso, na hora de mapear os dados, os pesquisadores empregaram uma técnica estatística conhecida como modelos aditivos generalizados, que estima curvas flexíveis em vez de assumir linhas retas.

Isso porque os pesquisadores já imaginavam que a relação entre o número de passos e os gastos com saúde não seria constante. Se uma pessoa sai de um número muito baixo de passos e passa a fazer caminhadas moderadas, é de se esperar que seus gastos com saúde diminuam.

“Em volumes muito altos, porém, caminhar pode acarretar custos marginais, como tensão musculoesquelética, risco de lesões ou fadiga, que podem aumentar a utilização de serviços de saúde para alguns indivíduos”, pondera o estudo, em referência aos idosos e pessoas com problemas muscoesqueléticos.

Por isso, o objetivo do estudo era encontrar a faixa na qual a associação com os gastos se estabiliza, ao invés de um padrão ilimitado de “quanto mais, melhor”.

A principal descoberta, segundo os pesquisadores, foi a identificação de uma associação não linear e não monotônica entre a contagem diária de passos e os gastos futuros com saúde.

Ou seja, o impacto de caminhar nos custos médicos não segue uma linha reta nem um único padrão constante, como eles já esperavam.

O estudo considerou o total de gastos com saúde acumulados durante os seis meses subsequentes a cada mês de observação. Esse período foi escolhido por questões técnicas da pesquisa, e não porque os efeitos da caminhada na saúde surjam exatamente dentro de seis meses.

Especificamente, os gastos previstos atingiram um pico em aproximadamente 2.500 passos/dia no nível sedentário, seguido por um declínio acentuado na faixa de contagem de passos mais baixa.

“Essa descoberta é consistente com estudos econômicos anteriores, que indicam que os maiores custos com saúde estão concentrados em populações sedentárias ou inativas “, diz o estudo.

Abaixo de aproximadamente 2.500 passos/dia, a curva apresentou uma tendência de queda. Assim, a atividade registrada mais baixa foi associada a gastos previstos menores, e não maiores.

Os gastos com saúde tendem a aumentar acentuadamente a partir da meia-idade, impulsionados pelo envelhecimento e pelo acúmulo de doenças não transmissíveis, como hipertensão, diabetes tipo 2 e condições nos ossos.

Por isso, o estudo avaliou se a associação entre passos e gastos com saúde era diferente entre adultos de meia-idade (40-64 anos) e idosos (65 anos ou mais).

Eles descobriram que a relação foi quase plana para adultos de meia-idade, ou seja, os custos com saúde desse grupo pareciam ser impulsionados por fatores que não a caminhada.

Já entre os idosos, um pico imponente de custos previstos surgiu na região de baixo número de passos e despencou abruptamente à medida que a contagem de passos aumentava.

Segundo os pesquisadores, isso indica que promover caminhadas nesse grupo pode contribuir substancialmente para a redução dos gastos com saúde, uma vez que os custos previstos são muito mais “sensíveis” ao número de passos diários entre pessoas com 65 anos ou mais.

Além disso, a característica que permaneceu constante entre as gerações é que os custos previstos pararam de diminuir e se estabilizaram em torno de 11.000 passos por dia, especificamente 11.317 passos para adultos de meia-idade e 10.612 passos para idosos.

Os autores apontam que os resultados são específicos para um grupo selecionado de usuários de longo prazo do aplicativo em uma única prefeitura e não se aplicam a metas populacionais ou transnacionais.

“No máximo, a associação não linear observada em Osaka pode ajudar a gerar hipóteses para outros contextos de população idosa”, escreveram no estudo. “Testá-las exigiria replicação em diferentes populações e sistemas de saúde antes de qualquer implementação em políticas públicas “.

Se futuras avaliações confirmarem que intervenções de incentivo à caminhada aumentam a atividade física sustentada e reduzem a utilização de serviços de saúde, os pesquisadores avaliam que investir em infraestrutura para pedestres pode ter justificativas econômicas, bem como de saúde.

Os resultados podem orientar estudos futuros que avaliem intervenções de atividade física e estratégias mais amplas, mas não estabelecem que qualquer intervenção específica reduziria os gastos com saúde, concluem os pesquisadores, que também criaram uma plataforma que calcula os gastos com saúde previstos para qualquer combinação de idade e passos diários dentro da faixa do estudo.

#Governo#Saúde
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas

No Ar · Ao Vivo

TV Empire — Programação ao Vivo

Acompanhe nossa programação exclusiva em tempo real: jornalismo regional, coberturas especiais, política, economia e entrevistas com grandes personalidades.

Dica de reprodução: Se o vídeo não iniciar automaticamente, dê 1 clique sobre a tela do player para liberar a transmissão e o áudio.
Transmissão oficial Empire Magazine & Empire Cidades
Dica: clique no botão de tela cheia no canto inferior direito do player para expandir
EMPIREFLIXApresentadores & Programas

Catálogo de Estrelas da EmpireFlix

Clique na capa para assistir aos episódios e conteúdos exclusivos de cada apresentador