Atualização: Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita de candidatos da direita à presidência do Senado
Leia mais (11/05/2026 - 18h32)

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5.nov.2026 às 18h32 Diminuir fonte Aumentar fonte Anna Júlia Lopes Brasília O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para receber o senador Rogério Marinho ( PL -RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ambos pré-candidatos da direita na disputa pela presidência do Senado em 2027.
Na solicitação, a defesa do ex-mandatário pede para que o magistrado defina as datas, e que essas sejam, preferencialmente, às terças, quartas ou quintas-feiras.
Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional durante o governo Bolsonaro e foi lançado na quarta (4) pelo PL como candidato do partido para disputar o comando do Senado.
No próprio campo da direita, o senador terá que enfrentar Tereza Cristina, que também foi ministra de Bolsonaro e comandou a pasta da Agricultura. No evento de lançamento da candidatura de Marinho, a parlamentar foi tratada como uma aliada.
Marinho diz ter um acordo com Tereza Cristina para unificar candidaturas até a eleição, que será realizada em 1º de fevereiro de 2027. O alvo dos dois é o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e a ideia é ver, até lá, qual dos dois é o nome mais viável para a disputa.
Alcolumbre é criticado pelo campo bolsonarista principalmente por não ter pautado nenhum pedido de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Essa é uma atribuição do chefe da Casa e um dos objetivos da direita ao tentar a presidência.
Além da visita dos dois, Bolsonaro também pediu a Moraes para receber a visita de Bruno Scheid (PL), senador eleito por Rondônia.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde março de 2026, por autorização do ministro, que é relator da trama golpista no STF. Bolsonaro foi condenado pela corte em 2025 a 27 anos de prisão por participar de um plano de golpe de Estado para impedir que Lula (PT) tomasse posse como presidente da República.
Justamente por ter relatado os inquéritos sobre a tentativa de golpe de Estado e outras investigações que também miraram Bolsonaro, como o inquérito das fake news, Moraes é um dos principais alvos da direita bolsonarista no Senado, que usou o possível impeachment do ministro como bandeira eleitoral na campanha.
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