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Atualização: Após anos de espera, chilena CMPC recebe licença para fábrica de R$ 27 bi no Rio Grande do Sul

O investimento previsto na unidade é de R$ 27 bilhões e deve adicionar no mercado global de celulose de fibra curta 2,5 milhões de toneladas anuais do insumo —

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 21:20
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Atualização: Após anos de espera, chilena CMPC recebe licença para fábrica de R$ 27 bi no Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A CMPC disse que a licença permite que a iniciativa, chamada de projeto Natureza, avance para as próximas etapas do processo de aprovação ambiental, que incluem as licenças de instalação e operação. Paralelamente, a chilena disse que vai desenvolver ações para otimizar o investimento no projeto.

“O Natureza é um projeto estratégico e de futuro para a CMPC, que nos permitirá continuar competindo globalmente com um elevado nível de eficiência”, disse, em comunicado, Antonio Lacerda, diretor-geral da CMPC Celulose Brasil.

Segundo a empresa, o empreendimento prevê a geração de 12 mil postos de trabalho durante as obras e cerca de 6 mil na operação. A chilena disse que o projeto inclui investimentos nos portos de Rio Grande e Pelotas, dois dos principais complexos hidro portuários públicos do Rio Grande do Sul. O projeto também prevê a implantação de um novo parque ecológico na RPPN Barba Negra.

A emissão da licença acontece após um período de baixa da celulose, que recentemente passou por breve recuperação, o que abriu espaço para aumentos de preços. Mas ainda é incerto o quanto este período se estenderá, já que há expectativa de entrada de capacidade adicional de celulose na China no próximo ano.

Outros novos projetos de celulose de mercado são esperados para começar a operar nos próximos anos, como o da também chilena Arauco, em Inocência (MS), que deve adicionar ao mercado, ainda antes da CMPC, mais 3,5 milhões de toneladas por ano de celulose de eucalipto branqueada até 2028.

#Rio Grande#Belém#Brasil#Economia
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