Atualização: “Ainda Treino Como Se Fosse Disputar uma Olimpíada”, Diz Bruninho
Próximo da aposentadoria das quadras, o levantador relembra trajetória e reflete sobre saúde mental durante o Forbes Under 30 Summit O post “Ainda Treino Como S

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Consulte formatos e valores disponíveisMais de duas décadas nas quadras não diminuíram a intensidade de Bruninho. Campeão olímpico de vôlei, ele segue apaixonado pela rotina e a adrenalina da competição. “Embora tenha praticamente me aposentado da seleção, continuo me preparando como se fosse jogar uma Olimpíada”, disse em um painel no Forbes Under 30 Summit, na quinta-feira (29).
Durante o evento, que contou com patrocínio de Omoda & Jaecoo e Johnnie Walker e parcerias oficiais de MCI e JW Marriott, o atleta conversou com Fernanda Almeida, editora de Forbes Mulher e Carreira, sobre a construção de sua trajetória e o que a alta performance exige.
Aos 40 anos e consolidado como um dos maiores levantadores da história do esporte, o atleta compartilhou os bastidores de uma carreira marcada por pressão, sacrifícios e a busca pela saúde mental. “Não é simples trabalhar o autoconhecimento, mas foi necessário para me tornar uma pessoa, atleta e capitão completo.”
Filho de dois ícones do vôlei nacional, Bernardinho e Vera Mossa, Bruninho teve o início de sua trajetória moldado pela necessidade de provar seu mérito para além do sobrenome. “Eu tinha um lema na minha vida: ‘matar um leão por dia’, porque eu queria mostrar para as pessoas que eu merecia estar ali”, relembrou.
“Você pode ter portas abertas, mas você segue o seu caminho através do esforço e resultados.”
Apesar das conquistas, o atleta destacou a derrota nas Olimpíadas de Londres, em 2012, como o grande turning point de sua carreira. “Me vi sem chão, no fundo do poço. Eu perdi a vontade e a paixão pelo vôlei e sabia que precisava entender e cicatrizar aquela ferida para seguir em frente.”
Foi a partir desse momento que passou a priorizar a saúde mental. Começou a fazer meditação e ioga para gerenciar a pressão — passo que considerou fundamental para liderar a Seleção Brasileira como capitão por 11 anos e conquistar o ouro nas Olimpíadas do Rio em 2016. O atleta se despediu do posto nos Jogos de Paris 2024.
Integrante da lista Forbes Under 30 de 2017, o jogador credita sua longevidade no esporte de alto rendimento à paixão pela rotina e à resiliência. “O principal é o quanto você está disposto a pagar o preço. Exige muito comprometimento”, disse. “Fiquei quase 10 anos morando sozinho na Itália e perdi datas importantes com a família, tudo em busca do sonho de jogar pela seleção.”
Hoje, próximo da transição para a aposentadoria das quadras, Bruninho começa a desenhar seus próximos passos. Retomou os estudos em processos gerenciais, investe em startups e planeja se dedicar à gestão esportiva. Fora do trabalho, também vislumbra novos projetos de vida, entre eles, o desejo de ser pai.
Como conselho aos jovens talentos presentes no evento, o campeão deixou um recado sobre a importância de viver a jornada: “Aproveite, porque o tempo passa rápido. Muitas vezes perdemos a oportunidade de viver o momento presente. Mesmo com o celular na mão o tempo todo, vivam o agora e estejam presentes.”
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