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as leituras recomendadas por 15 executivos — Dia do Livro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 13:50
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as leituras recomendadas por 15 executivos — Dia do Livro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Dia do Livro: as leituras recomendadas por 15 executivos No Dia Nacional do Livro, 29, líderes compartilham as obras que marcam duas trajetórias Júlia Storch Repórter de Casual

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Livros Saiba mais O Dia Nacional do Livro, celebrado hoje, 29, marca a fundação da Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, em 1810. Em um momento em que a leitura segue ganhando espaço na rotina de quem lidera empresas, a EXAME reuniu o que 16 executivos estão lendo agora — e por quê. De gestão e inovação à literatura, finanças e autoconhecimento, as indicações revelam as obras que acompanham decisões, provocam reflexões e ajudam a enxergar o trabalho — e a vida — por outros ângulos.

“Estou lendo e a reflexão é muito atual: em um momento de grande transformação, empresas e líderes também precisam se reinventar. O livro questiona a burocracia como um dos maiores limitadores do potencial organizacional e defende modelos mais ágeis, humanos e adaptáveis. Uma leitura sobre como liberar o talento das pessoas para impulsionar inovação, aprendizado e crescimento. A leitura está me inspirando (e me provocando!) muito. Recomendo!”

“Ganhei a coleção completa de ‘100.000 Years of Beauty’. São quatro livros que contam como a humanidade foi se apropriando da beleza ao longo do tempo e como os padrões estéticos, os rituais e a nossa relação com ela foram mudando até os dias de hoje. É uma leitura muito interessante para quem se interessa pelo tema. Tenho aprendido muito e passado a olhar para o meu trabalho de forma cada vez mais analítica.”

“Acabei de ler If in Doubt, Wash your Hair, da empresária e designer britânica Anya Hindmarch. Além de ser uma autobiografia, a autora fala sobre os desafios de empreender, reinventar o seu negócio e ser mãe. Vale a pena a leitura!”

“Estou lendo A Entrega Incondicional e o que mais me chama a atenção é a reflexão sobre abrir mão da necessidade de controlar tudo e aprender a confiar mais no fluxo da vida. Muitas vezes, ficamos tão presos às nossas expectativas sobre como as coisas devem acontecer que deixamos de enxergar outras possibilidades. O livro nos convida a olhar para os desafios de outra forma, com mais entrega, confiança e serenidade. É uma leitura que nos lembra que nem sempre precisamos ter todas as respostas ou controlar o caminho para que as coisas encontrem seu lugar.”

“Estou lendo Hábitos Atômicos, do James Clear, e tem me chamado a atenção como ele propõe cultivar hábitos positivos a partir de pequenas mudanças no dia a dia e os efeitos que isso traz: mais produtividade, menos estresse e um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, que eu acho que é o maior desafio do nosso século. Além disso, é uma leitura fácil, simples e direta, que serve tanto para a vida pessoal quanto para o trabalho.”

“Já li Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, duas vezes. E tenho a impressão de que poderia lê-lo muitas outras, porque é um livro que muda conforme a gente muda. Duas reflexões me acompanham especialmente. A primeira é sobre a travessia da vida e a coragem que ela exige de nós. A coragem, no romance, não é a ausência de medo ou de dúvida, mas a disposição de seguir em frente apesar deles. A segunda é sobre a complexidade dos sentimentos humanos. A relação de Riobaldo com Diadorim é de uma delicadeza extraordinária. Um encontro que transforma seu olhar sobre o mundo e sobre si mesmo, revelando afetos, contradições e vulnerabilidades que nem sempre conseguimos compreender ou nomear. Talvez seja isso que mais me encante em Guimarães Rosa: ele nos lembra que viver exige coragem, mas também sensibilidade para reconhecer tudo aquilo que nos transforma ao longo do caminho.”

O livro parte de 20 perguntas que todos nós, em algum momento, nos fazemos sobre relações, família, identidade e recomeços, e responde a cada uma com honestidade e diferentes pontos de vista. Tem me chamado a atenção como ele mostra que não precisamos atravessar os desafios sozinhos: a troca com outras visões funciona como uma rede de apoio e traz respiros de esperança. É uma leitura acolhedora, que nos lembra que somos capazes de enfrentar momentos difíceis.

Estou lendo Potencial Oculto, do Adam Grant, porque, além de admirar muito o trabalho do autor, me identifico com a temática do livro. Ele traz uma reflexão muito interessante sobre como o talento não é necessariamente algo inato, mas pode ser desenvolvido e destravado a partir de método, técnica e aprendizado contínuo. Como líder, acredito muito nessa perspectiva, porque desenvolver pessoas também passa por enxergar habilidades que muitas vezes ainda não foram exploradas e criar oportunidades para que elas floresçam. É uma leitura que reforça a importância de investir no potencial das pessoas, e não apenas naquilo que elas já demonstram ser capazes de fazer.

“Estou lendo uma introdução à obra de Albert Bandura, o psicólogo que criou o conceito de autoeficácia: a crença de que eu consigo fazer aquilo que está na minha frente. Me interessa porque ele mostra que essa crença se forma também pelo que a gente escuta e pelo que vê os outros fazerem. Para quem lidera, isso pesa: o que eu falo e o que eu repito vira matéria-prima da confiança de quem trabalha comigo. A frase do líder vira o diálogo interno do time.”

Para o lazer, ela indica A vida invisível de Addie LaRue, de V. E. Schwab.

“Na França do começo do século XVIII, uma jovem faz um pacto para não ter a vida que esperavam dela e ganha a liberdade de viver para sempre. O preço é que ninguém se lembra dela: basta ela sair da sala para ser esquecida. Durante trezentos anos ela atravessa a história sem deixar nome, mas deixa marca, em quadros, músicas e pessoas que nunca vão saber de onde veio aquilo. Até que alguém, um dia, lembra. É uma fantasia linda, que se lê fácil, e que me fez pensar em quanta gente passa a carreira inteira sendo essencial e invisível ao mesmo tempo. É um livro sobre o desejo de ser vista, e sobre o que fica de nós quando ninguém assina o nosso nome.”

Ana Isabel de Carvalho Pinto, fundadora e presidente da Visionary Brazil e presidente do Style Council de Shop2gether (Paulo Dalessandro)

O livro ajuda a interpretar o que está por trás dos números. Mostra que a renda fixa não é sinônimo de segurança: seus resultados dependem do prazo, do emissor, da inflação e das políticas que afetam a curva de juros e o valor dos ativos. Em um momento de juros elevados, inflação pressionando o orçamento e decisões econômicas influenciadas pelo ambiente político, a indicação vale porque, mais do que ensinar onde investir, revela como Estado, mercado e expectativas se relacionam e como essas forças impactam o custo de vida e o patrimônio.

Estou relendo O Paradoxo Sexual. Li esse livro há oito anos, em um momento completamente diferente da minha vida e o que chamou minha atenção na primeira leitura não é, necessariamente, o que me chama hoje. Gosto dele porque traz reflexões sobre as diferenças entre homens e mulheres na forma como fazem escolhas, encaram a carreira e chegam a posições de liderança, defendendo fatores biológicos como pontos relevantes nessas diferenças. É um daqueles livros que provoca boas perguntas e faz enxergar o mesmo tema por perspectivas diferentes.

Acredito que cada trajetória tem o poder de nos transformar. O livro fala sobre coragem, propósito e autoconhecimento, nos convida a reconhecer a nossa própria força, honrar nossas origens e entender que não precisamos ter todas as respostas para seguir em frente. Afinal, a verdadeira transformação começa quando encontramos coragem para ser quem realmente somos e escrever nossa própria história.

Tenho procurado diversificar minhas leituras e sair um pouco do universo do trabalho. Durante muito tempo, li principalmente sobre negócios e empreendedorismo, mas hoje tenho buscado mais literatura, especialmente histórias que me façam refletir sobre as relações humanas e diferentes perspectivas da vida.

A indicação é A Ridícula Ideia de Nunca Mais Te Ver, da escritora espanhola Rosa Montero. O livro parte dos diários de Marie Curie após a morte do marido e aborda temas como amor, perda, independência e os desafios de ser mulher. Gosto dessa leitura porque nos faz olhar para questões que muitas vezes passam despercebidas na correria do dia a dia e refletir sobre a forma como lidamos com nossos sentimentos e relações.

O livro Empresas que Curam propõe uma nova perspectiva sobre o papel das empresas na sociedade, defendendo um modelo de negócios que vai além da busca pelo lucro e prioriza o bem-estar das pessoas e das comunidades. A partir de estudos de caso e exemplos de organizações que adotam práticas conscientes e sustentáveis, os autores demonstram como as empresas podem contribuir para enfrentar desafios sociais e ambientais. Assim, atualizo meus estudos referentes ao tema, para melhorar cada vez mais a Pantys.

Esse livro me marcou porque a Aza Njeri nos convida a questionar referências que, muitas vezes, aprendemos a enxergar como universais. Ao recorrer às filosofias africanas, ela mostra que existem outras formas de compreender a humanidade, construir conhecimento e fortalecer a vida em comunidade. O que mais me chamou a atenção foi a maneira como ela trata a ancestralidade, não como um olhar voltado apenas para o passado, mas como um legado vivo, que orienta a forma como pensamos, nos relacionamos e construímos o futuro. Em um contexto tão marcado pelo individualismo, o conceito de Solaridade reforça a importância da coletividade e da responsabilidade que temos uns com os outros. É um livro que desloca certezas, amplia o olhar e nos lembra que reconhecer os saberes produzidos pela população negra, especialmente pelas mulheres negras, também é uma forma de construir novos caminhos.

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