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as ações mais e menos afetadas da B3 – e as que podem ganhar — Fim da escala 6×1

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 19:45
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as ações mais e menos afetadas da B3 – e as que podem ganhar — Fim da escala 6×1
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A aprovação da PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial pode elevar significativamente os custos de empresas listadas na B3, especialmente nos setores de serviços, educação, varejo e calçados. É o que mostra um levantamento da Economatica, que analisou dados de 44 companhias abertas com base na Demonstração do Valor Adicionado (DVA) do primeiro semestre de 2026.

Segundo o estudo, empresas cuja operação depende fortemente de mão de obra tendem a ser as mais sensíveis à mudança. A GPS (GGPS3), de serviços terceirizados, lidera o ranking, com despesas de pessoal equivalentes a 47,4% da receita. Na sequência aparecem Totvs (TOTS3), com 37,4%, Rede D’Or (RDOR3), com 36,8%, CVC (CVCB3), com 31,9%, Grendene (GRND3), com 27,9%, e Vulcabras (VULC3), com 27,6%.

Na ponta oposta, companhias intensivas em capital apresentam exposição bem menor. É o caso de PRIO (PRIO3), cuja folha representa apenas 1,3% da receita, além de Engie Brasil (EGIE3), Taesa (TAEE11), Movida (MOVI3), Localiza (RENT3) e Multiplan (MULT3).

A Economatica simulou um cenário em que toda a redução da jornada fosse compensada por novas contratações ou horas extras, elevando os custos com pessoal em cerca de 10%. Nesse exercício, o impacto seria expressivo para várias companhias.

A mais afetada seria a Azzas 2154 (AZZA3), cujo custo adicional corresponderia a 114% do lucro obtido no primeiro semestre deste ano. Na sequência aparecem Yduqs (YDUQ3), com impacto equivalente a 80% do lucro, GPS (GGPS3), com 64%, e Pague Menos (PGMN3), com cerca de 53%.

Outras companhias com exposição relevante incluem RD Saúde (RADL3), Grupo Mateus (GMAT3), Cogna (COGN3), Minerva (BEEF3) e Ânima (ANIM3).

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O estudo também destaca que empresas que registraram prejuízo no primeiro semestre, como Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3), Casas Bahia (BHIA3), MRV (MRVE3), Simpar (SIMH3), JSL (JSLG3) e CVC (CVCB3), poderiam ver suas perdas aumentarem caso os custos trabalhistas avancem.

Embora o levantamento não estime os potenciais benefícios econômicos da mudança, a Economatica aponta alguns segmentos que podem ser favorecidos pelo aumento do tempo livre da população. Entre eles estão empresas ligadas a lazer, turismo e consumo, como Smart Fit (SMFT3), CVC (CVCB3), Ambev (ABEV3) e Multiplan (MULT3).

Outro grupo que pode se beneficiar é o de tecnologia voltada para gestão de pessoal, escalas e recursos humanos, mercado no qual atua a Totvs (TOTS3). Já companhias de terceirização, como a GPS (GGPS3), podem ganhar demanda de empresas que precisem complementar jornadas, embora também estejam entre as mais expostas ao aumento de custos.

A análise ressalta, porém, que o cenário utilizado representa um limite máximo de impacto. O cálculo não considera ganhos de produtividade, automação, repasse de preços ou categorias profissionais que já trabalham sob regimes especiais, fatores que podem reduzir os efeitos efetivos da nova legislação sobre os resultados corporativos.

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