"Arma e festa não combinam" — Comissão da CLDF após ataque de PM na Asa Sul
Uma mulher morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas

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Consulte formatos e valores disponíveisLuisa Rany / Metrópoles A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) se manifestou após a morte de Alessandra da Silva Oliveira Andrade, de 26 anos, baleada pelo policial militar Bruno Cardoso dos Passos, de 27 anos, na madrugada deste domingo (8/11), em um posto de combustíveis, na 302 Sul.
Em nota, o presidente da comissão, deputado distrital Fábio Felix (PSol), afirmou que “arma e festa não combinam” e defendeu regras mais rígidas para o porte de armas por policiais em situações de lazer e consumo de álcool.
“É preciso dizer com todas as letras: arma e festa não combinam. Arma e álcool não combinam. Quando um policial vai armado para uma confraternização, qualquer discussão pode terminar em morte. E terminou”, destacou o parlamentar.
A vítima era amiga da esposa do PM e estava entre os passageiros de uma van que transportava um grupo de amigos após uma comemoração de aniversário. O ataque deixou outras quatro pessoas feridas, entre elas a esposa do militar.
O crime aconteceu na madrugada deste domingo (8/11), quando um grupo de 16 pessoas retornava de uma comemoração de aniversário em uma van alugada; Durante a comemoração, o policial teria discutido com a esposa e, posteriormente, ameaçado “matar todos”; Os passageiros seguiam para Ceilândia quando o pneu do veículo furou e o motorista parou em um posto de combustíveis na altura da 302 Sul; Quando o veículo parou no posto, o militar começou a atirar contra os passageiros e, em seguida, desembarcou e continuou disparando até acabar a munição; Uma amiga da esposa de Bruno, Alessandra da Silva Oliveira Andrade foi baleada e morreu ainda dentro da van; Outras quatro pessoas ficaram feridas, entre elas a esposa do policial e outro militar, que foi atingido na cabeça e permanece internado em estado grave na UTI Neuro; Bruno foi preso horas depois no Parque da Cidade; A arma utilizada no crime e o celular do policial foram apreendidos pela PCDF. “Isso não é fatalidade. É falha de regra, de controle e de cuidado. Quem trabalha armado precisa de limites claros e de acompanhamento psicológico de verdade, para a segurança da população e dos próprios policiais”, acrescentou.
O presidente da comissão informou que vai solicitar apoio psicológico, jurídico e assistencial imediato à família de Alessandra e aos demais feridos, além de cobrar uma investigação rigorosa e transparente sobre o caso.
A comissão também pretende cobrar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) esclarecimentos sobre a origem da arma utilizada no crime e as regras para o porte de armas por policiais de folga em festas e bares.
“É fundamental proibição efetiva do porte de arma em situações de lazer e consumo de álcool e que se estabeleçam regras próprias de porte para soldados recém-ingressos, em período probatório”, defendeu o parlamentar.
Além disso, Fábio Felix informou que vai solicitar à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informações sobre a realização de exames de dosagem alcoólica e toxicológico no militar após a prisão, bem como a divulgação dos resultados.
A coluna Na Mira apurou que Bruno comemorava o aniversário, celebrado na última sexta-feira (6/11), com a esposa e um grupo de amigos em um bar da Asa Sul.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no carro havia 16 pessoas que voltavam da comemoração do aniversário. A van havia sido alugada para transportar os amigos para a celebração e o crime aconteceu na volta para casa. O grupo seguia para Ceilândia quando o pneu da van furou e o motorista parou no posto.
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