apuração parcial indica impasse; entenda os 4 cenários possíveis — Eleições em Israel
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Consulte formatos e valores disponíveisEleições em Israel: apuração parcial indica impasse; entenda os 4 cenários possíveis Com 77% dos votos contabilizados, blocos de Netanyahu e Eisenkot não alcançam maioria no Parlamento; negociações podem envolver siglas árabes ou nova ida às urnas. NETANYAHU: atual primeiro-ministro de Israel busca seu quinto mandato nas eleições desta terça-feira / REUTERS/Ammar Awad (Ammar Awad/Reuters)
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Com 77% dos votos apurados nas eleições em Israel, a aliança do centrista Gadi Eisenkot soma 49 assentos, ante 54 do bloco de direita e extrema direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Nenhum lado alcançou as 61 cadeiras necessárias para controlar o Knesset, Parlamento israelense de 120 membros, o que abre quatro cenários: coalizão, governo minoritário, unidade nacional ou novas eleições.
Com a apuração alcançando 77% dos votos, o cenário legislativo em Israel mostra um equilíbrio de forças. As estimativas indicam 49 assentos para a aliança liderada pelo centrista Gadi Eisenkot, enquanto o grupo de direita e extrema direita, encabeçado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, soma 54 cadeiras.
Nenhum dos dois lados atingiu a marca de 61 deputados exigida para garantir maioria absoluta no Knesset, o Parlamento israelense composto por 120 membros. No entanto, Eisenkot desponta com melhores condições para atrair novos parceiros. Diante desse quadro, quatro cenários principais se desenham para o país:
Nos próximos dias, após a confirmação oficial dos resultados, o presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá convocar o candidato que julgar mais capacitado a reunir o mínimo de 61 parlamentares para formar o governo. A partir daí, começam as negociações, que tendem a ser longas e difíceis.
As siglas árabes israelenses, com destaque para o Raam, sinalizaram abertura para compor com o bloco de Eisenkot, embora o centrista tenha se distanciado delas na campanha por temer desgaste. Já o grupo de Netanyahu enfrenta dificuldades para ampliar sua bancada, pois algumas legendas menores de direita não atingiram o limite mínimo de votos para entrar no Parlamento. Vale lembrar que, após o pleito de novembro de 2022, Netanyahu levou 58 dias para montar seu atual governo.
Caso a marca de 61 cadeiras não seja atingida por nenhum dos blocos, abre-se caminho para um governo minoritário, sustentado por apoios pontuais no Legislativo.
Nesta conjuntura, os dois partidos árabes israelenses assumiriam um papel de árbitros da situação. O Raam, comandado por Mansur Abbas, já se mostrou disposto a atuar junto ao bloco de Eisenkot. Ao mesmo tempo, a Lista Unificada sugeriu fornecer uma "rede de segurança" a qualquer aliança disposta a tirar Netanyahu do poder.
Apesar disso, os líderes da oposição hesitaram durante a campanha em formar alianças com os árabes israelenses, temendo a forte rejeição de grande parte dos eleitores. Sabendo dessa fragilidade, Netanyahu focou sua retórica contra uma eventual união entre Eisenkot e os partidos árabes, classificando a aproximação como uma aliança entre a "esquerda e a Irmandade Muçulmana" e como uma ameaça ao Estado de Israel.
Ainda que pareça irreal diante da intensa polarização em Israel, analistas frequentemente citam a possibilidade de uma união entre os chamados partidos "sionistas", deixando de fora as siglas ultrarreligiosas e árabes.
Uma sondagem divulgada em meados de outubro apontou que 55% dos entrevistados seriam favoráveis a um governo de unidade nacional em vez de novas eleições, caso não houvesse uma maioria clara.
Há um exemplo recente desse modelo: em 2020, mesmo sendo inimigos políticos, Netanyahu e o centrista Benny Gantz firmaram um pacto de divisão de poder após três votações em menos de um ano. O acordo estabelecia uma rotação no cargo de primeiro-ministro, mas a aliança ruiu em um ano, inviabilizando a alternância.
Recentemente, veículos de imprensa noticiaram que o presidente Herzog atua nos bastidores para promover uma aproximação entre Eisenkot e Netanyahu em caso de indefinição. A ideia, contudo, esbarra em forte rejeição de ambas as partes, sobretudo da oposição, que tratou o pleito como um referendo sobre o atual primeiro-ministro.
Se as tentativas de formar um governo fracassarem, os israelenses terão de voltar a votar. A falta de consenso para estabelecer coalizões duradouras já levou o país a realizar quatro eleições entre abril de 2019 e março de 2021.
O político escolhido pelo presidente terá um prazo inicial de 28 dias para montar a coalizão, com a possibilidade de uma extensão de 14 dias — embora existam outras manobras para evitar a convocação imediata de um novo pleito. Durante todo esse processo de indefinição, Netanyahu segue no cargo de primeiro-ministro.
Com 77% dos votos apurados, as estimativas indicam 49 assentos para a aliança liderada por Gadi Eisenkot e 54 para o bloco de direita e extrema direita de Benjamin Netanyahu. Nenhum dos grupos alcançou as 61 cadeiras necessárias para obter maioria absoluta no Knesset.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá convocar o candidato que considerar mais capaz de reunir pelo menos 61 parlamentares. O político escolhido terá inicialmente 28 dias para formar uma coalizão, com possibilidade de prorrogação por mais 14 dias.
Os partidos árabes israelenses podem fornecer os votos ou apoios pontuais necessários para sustentar um governo liderado por Gadi Eisenkot. O Raam, comandado por Mansur Abbas, sinalizou abertura para apoiar o bloco, enquanto a Lista Unificada ofereceu uma “rede de segurança” a uma aliança disposta a retirar Benjamin Netanyahu do poder.
Um governo de unidade nacional é um dos cenários possíveis, embora enfrente forte rejeição de Gadi Eisenkot e Benjamin Netanyahu. Segundo uma sondagem divulgada em meados de outubro, 55% dos entrevistados prefeririam essa alternativa a novas eleições caso nenhuma maioria fosse formada.
Se as negociações fracassarem, Israel poderá convocar novas eleições, como ocorreu quatro vezes entre abril de 2019 e março de 2021. Durante o período de indefinição, Benjamin Netanyahu permanece no cargo de primeiro-ministro.
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