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Anvisa amplia uso do contraceptivo para 5 anos; o que muda para quem já usa? — Implanon

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 14:30
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Anvisa amplia uso do contraceptivo para 5 anos; o que muda para quem já usa? — Implanon
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Implanon: Anvisa amplia uso do contraceptivo para 5 anos; o que muda para quem já usa? Nova regra também permite a inserção imediatamente após parto ou aborto, incluindo procedimentos realizados no primeiro e segundo trimestres Implanon: implante contraceptivo subdérmico libera continuamente o hormônio etonogestrel na corrente sanguínea (Freepik)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Saúde Saiba mais A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do prazo de uso do Implanon, implante contraceptivo hormonal, de três para cinco anos. A decisão permite manter o dispositivo por mais tempo sem necessidade de substituição.

A mudança foi anunciada na última segunda-feira, 26, conforme comunicado oficial da Anvisa. A aprovação foi baseada em estudos clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia contraceptiva durante o quarto e o quinto anos de utilização.

A agência também autorizou a inserção do implante imediatamente após o parto ou aborto, ampliando as condições de utilização do método.

Segundo a Anvisa, mulheres que já possuem o dispositivo podem estender o período de utilização até o novo limite, mediante orientação médica. Anteriormente, a substituição era indicada após três anos. Com a atualização, uma única inserção pode proporcionar proteção contraceptiva por até cinco anos.

A agência informou que, no principal estudo apresentado para a ampliação do prazo, não foram registradas gestações durante o período adicional de uso.

A autorização considera também a manutenção de um perfil de segurança favorável. A extensão já havia sido aprovada por autoridades regulatórias dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

O Implanon é um pequeno bastão flexível, com aproximadamente 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de diâmetro, inserido sob a pele do braço. O dispositivo contém 68 miligramas de etonogestrel, hormônio liberado continuamente na corrente sanguínea.

Sua ação impede a ovulação e provoca alterações no muco do colo do útero, dificultando a passagem dos espermatozoides. O método apresenta eficácia contraceptiva superior a 99%. Segundo a fabricante, o índice chega a 99,95%.

A inserção deve ser realizada por um médico ou enfermeiro habilitado, com anestesia local. Após o período máximo de utilização, o dispositivo precisa ser retirado. Caso a mulher queira continuar usando o método, um novo implante pode ser colocado imediatamente.

A fertilidade costuma retornar rapidamente após a retirada.

A Anvisa também autorizou a inserção do implante imediatamente após o parto ou aborto, incluindo interrupções gestacionais ocorridas no primeiro e no segundo trimestres.

Segundo a agência, a medida busca ampliar o acesso à contracepção e reduzir o risco de gestações não planejadas após a alta hospitalar.

A decisão considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância avaliados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). A análise concluiu que a relação entre benefícios e riscos permanece favorável nessa condição de uso.

O implante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025 e passou a integrar a cobertura obrigatória dos planos de saúde.

Entre os métodos contraceptivos de longa duração oferecidos pela rede pública também está o DIU de cobre.

O SUS disponibiliza ainda pílulas anticoncepcionais, contraceptivos injetáveis, preservativos e métodos de esterilização.

O Implanon não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Para essa finalidade, é necessário utilizar preservativos.

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