a trajetória de Fernanda com o câncer de mama Rio Grande | 25 de outubro, 0h03 — Outubro Rosa Rio Grande | 25 de outubro, 0h03 Histórico familiar e dois diagnósticos
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Consulte formatos e valores disponíveisComo apresentado nesta sexta-feira (23), o câncer de mama tem números que preocupam em Rio Grande. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), 149 mulheres morreram em decorrência da doença nos últimos cinco anos. A falta de mulheres aos exames de mamografia também chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Mas, por trás dos números, existem histórias de mulheres que enfrentaram a doença e encontraram forças para seguir em frente. É o caso de Fernanda Costa, que recebeu o primeiro diagnóstico de câncer de mama em 2013, aos 28 anos, enquanto ainda amamentava a filha, Ivete, então com um ano e sete meses.
A descoberta aconteceu durante o autoexame, quando Fernanda percebeu um pequeno nódulo na mama. Ela já tinha histórico familiar da doença, pois sua mãe havia falecido em decorrência de um câncer de mama aos 35 anos, quando ela tinha apenas um ano de idade. “Mesmo sabendo que estava amamentando e que tinha histórico na família, a gente acha que nunca vai acontecer com a gente”, contou ela.
Após o diagnóstico, Fernanda passou por uma cirurgia para retirar as duas mamas, fez a reconstrução mamária e realizou 16 sessões de quimioterapia, além de continuar o tratamento com medicamentos. Durante a investigação, ela também descobriu uma alteração genética que aumentava seu risco de desenvolver a doença.
Depois de concluir o tratamento, Fernanda retomou a vida. Porém, cerca de sete anos depois, aos 35 anos, percebeu um novo nódulo na região da mama operada. Apesar da primeira avaliação não indicar algo preocupante, ela insistiu em investigar a alteração que havia percebido.
A notícia de um novo câncer de mama trouxe de volta o medo, ainda mais porque ela havia chegado à mesma idade da morte de sua mãe. Dessa vez, Fernanda precisou passar por outra cirurgia, retirar a mama e enfrentar, além de novas sessões de quimioterapia, a ansiedade e a depressão.
Na segunda vez em que recebeu o diagnóstico, Ivete tinha seis anos e já compreendia melhor o que estava acontecendo. Fernanda procurou conversar com a filha sobre a doença e prepará-la para as mudanças provocadas pelo tratamento.
Um dos momentos mais emocionantes foi quando a menina raspou a cabeça da mãe durante o período em que ela perdeu os cabelos por conta da quimioterapia.
A fé, a vontade de viver e o apoio de outras mulheres que também enfrentavam o câncer foram fundamentais para Fernanda atravessar essa fase.
Nesse meio tempo, ela também buscou acompanhamento psicológico para lidar com as dificuldades emocionais. “Eu tinha uma vontade de viver”, relembrou.
Hoje, ao compartilhar sua história, Fernanda ajuda a chamar a atenção para a importância do cuidado com a saúde e da procura por atendimento médico diante de qualquer alteração suspeita nas mamas.
O autoexame pode ajudar a identificar mudanças, mas não substitui a avaliação médica nem os exames de rastreamento indicados para cada faixa etária. A história de Fernanda reforça que conhecer o próprio corpo, buscar orientação profissional e investigar os sinais de alerta são atitudes importantes no enfrentamento do câncer de mama.
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